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Venezuela responde por menos de 1% do mercado mundial de petróleo

Venezuela, detentora da maior reserva mundial, responde por menos de 1% do petróleo global; embargos e falta de refinarias limitam exportações

Petróleo na Venezuela FILE PHOTO: Crude oil drips from a valve at an oil well operated by Venezuela's state oil company PDVSA, in the oil rich Orinoco belt, near Morichal at the state of Monagas April 16, 2015. Picture taken on April 16, 2015. REUTERS/Carlos Garcia Rawlins/File Photo
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  • O ataque dos Estados Unidos à Venezuela impactou mercados de ouro, dólar e os preços do petróleo.
  • Segundo especialista da Coppe/UFRJ, a participação venezuelana no mercado mundial é menor que 1%.
  • A redução se deve aos embargos norte‑americanos e ao petróleo pesado venezuelano, que exige refinarias específicas.
  • A Venezuela tem a maior reserva do mundo, mas grande parte não é explorada por falta de estrutura de refino e produção.
  • Também existe comércio clandestino de petróleo com “frotas fantasmas”, estimadas em cerca de 300 embarcações, para contornar sanções.

O ataque dos Estados Unidos à Venezuela teve reflexos nas cotações globais de petróleo e na volatilidade de preços, segundo especialistas. A reportagem acompanha as implicações para o mercado energético.

Especialistas destacam que, apesar de deter a maior reserva mundial, a Venezuela responde por menos de 1% do petróleo consumido globalmente. A participação é baixa por embargo externo e pelas características do petróleo venezuelano, muito pesado.

A produção nacional hoje é modesta por falta de infraestrutura e investimento, incluindo refinarias. O petróleo venezuelano requer refinarias de alta complexidade, situadas principalmente nos EUA e no Golfo do México, para ser processado.

Apoiado por dados de mercado, o professor Alexandre Szklo, da Coppe/UFRJ, reforça que o impacto de curto prazo é limitado. O volume exportado ao mundo não sustenta participação relevante no abastecimento global.

Participação no mercado mundial

O estudo aponta que o potencial de produção da Venezuela é grande, mas a capacidade de exploração é restrita. A combinação de embargo e tecnologia de refino limita o fluxo para o comércio internacional.

Além disso, o petróleo venezuelano tem características que exigem refinarias específicas. Em cenário atual, o impacto imediato fica concentrado nas refinarias de maior complexidade da costa norte-americana.

Comércio clandestino

O especialista explica o surgimento de rotas não oficiais para driblar sanções. Navios sem contrato de seguro adequado elevam o custo de frete e aumentam o risco logístico.

As chamadas frotas fantasmas teriam cerca de 300 embarcações de grande porte. Esse movimento envolve contratos, seguros e linhas de crédito que ficam mais restritos sob sanções, destacando o uso de rotas alternativas.

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