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Mercado de luxo em Manhattan avança em 2025 com compras à vista

Compras à vista atingem 64,7% das transações no último trimestre em Manhattan, com estoque de luxo no menor nível em quinze anos

Vista aérea dos arranha-céus do centro de Manhattan, Nova York
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  • Em 2025, Manhattan registrou 11.391 vendas residenciais, crescimento de 15,3% frente a 2024, com luxo e superluxo impulsionando o mercado.
  • O preço mediano anual ficou em US$ 1,18 milhão e o preço médio anual em US$ 2,09 milhões, com o metro quadrado estável em US$ 1.630.
  • Compras à vista atingiram patamar histórico, respondendo por 64,7% das transações no quarto trimestre; nos condomínios, 74,4% das compras no mesmo período foram sem financiamento.
  • O segmento de luxo teve maior dinamismo, com 1.139 imóveis negociados e alta de 11,2% nas vendas acima de US$ 4 milhões; o preço mediano de luxo fechou em US$ 6,04 milhões, queda de 7,5%.
  • O estoque fechou 2025 em 5.887 unidades na cidade, queda de 4,4% frente a 2024; o estoque de luxo caiu 15,2%, para 1.090 unidades, menor nível em 15 anos.

O mercado imobiliário residencial de Manhattan encerrou 2025 com desempenho sólido, impulsionado pelos segmentos de luxo e superluxo. O volume de vendas aumentou, os preços subiram e a fatia de compras à vista ganhou força, sinalizando liquidez elevada entre compradores de alta renda.

Dados do Elliman Report, elaborado pela Miller Samuel e Douglas Elliman, indicam 11.391 transações no ano,最多 15,3% acima de 2024. O preço mediano ficou em US$ 1,18 milhão, alta de 5,8%, enquanto o preço médio anual alcançou US$ 2,09 milhões. O peso do luxo ficou mais evidente no mix de vendas.

O preço médio por metro quadrado manteve-se estável, em US$ 1.630, sugerindo que ganhos de valor decorreram da composição das transações e não de valorização generalizada. O mercado manteve dinamismo apesar da menor oferta disponível.

Compras à vista terão peso histórico

A análise aponta participação elevada de transações à vista em 2025, com 64,7% das vendas no último trimestre sem financiamento. Nos condomínios, imóveis de maior valor, a fatia de compras sem crédito atingiu 74,4% no quarto trimestre.

No acumulado, mais de 7,3 mil unidades foram adquiridas sem financiamento. A taxa de hipoteca 30 anos encerrou 2025 em cerca de 6,15%, reforçando a relevância da liquidez sobre o crédito para negociações de alto valor.

Segmento de luxo e oferta restrita

O segmento de luxo—top 10% das vendas, cerca de 1.139 imóveis—apresentou desempenho mais forte no ano. Transações acima de US$ 4 milhões cresceram 11,2% em relação a 2024, indicando demanda firme mesmo com ajustes pontuais de preço.

O preço mediano de imóveis de luxo ficou em US$ 6,04 milhões, queda de 7,5% frente a 2024, refletindo maior participação de unidades menores dentro do topo. A dinâmica não aponta queda de demanda, e sim mudança na composição de estoque.

O estoque total de Manhattan fechou 2025 em 5.887 unidades, queda de 4,4% frente a 2024. O conjunto de imóveis de luxo encerrou o ano com 1.090 unidades, o menor nível em 15 anos, sustentando o cenário de oferta restrita.

Agrupamento por tipos de imóvel

Condomínios ganharam importância, com preço mediano de US$ 1,66 milhão e preço médio de US$ 3,03 milhões no fim de 2025. O incremento de 14,1% no preço médio em relação ao trimestre anterior indica maior peso de unidades de alto padrão nas negociações.

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