- A Riot Platforms realizou a maior venda de bitcoin da sua história, vendendo 1.818 BTC em dezembro por US$ 88.870 em média, totalizando US$ 161,6 milhões.
- As vendas ocorreram mesmo com a produção de bitcoin no mês, que foi de 460 BTC, reduzindo as reservas da empresa para 18.005 BTC.
- A mineradora informou que a produção diária média subiu levemente para 14,8 BTC, e a taxa de hash ambiental de operação ficou em 34,9 exahashes por segundo.
- O ritmo de venda acompanha o enfraquecimento do hashprice, que ficou em torno de US$ 37 por petahash por segundo, próximo de mínima de cinco anos.
- A Riot anunciou que dezembro será o último relatório mensal de produção; futuras atualizações serão trimestrais, com foco no desempenho geral do negócio, estratégia de data centers e operações de mineração.
Riot Platforms realizou a maior venda de Bitcoin da sua história, recebendo cerca de US$ 161,6 milhões em BTC em dezembro. a decisão ocorreu em meio a um recuo expressivo na rentabilidade, pressionando uma mudança rápida na estratégia de tesouraria.
A empresa vendou 1.818 BTC em dezembro, a um preço líquido médio de US$ 88.870. Isso fez o saldo de BTC da Riot cair para 18.005 unidades, ante mais de 19.300 no mês anterior. Em dezembro, a produção foi de 460 BTC, mas a liquidação total ficou quase quatro vezes maior.
A produção diária média subiu para 14,8 BTC, enquanto a taxa de hash alocada atingiu 38,5 exahashes por segundo, alta de 22% na comparação anual. Ahasrate operacional médio foi de 34,9 EH/s. O hashprice, indicador de receita por poder de computação, ficou em torno de US$ 37 por PH/s, próximo de mínima em cinco anos.
Condições de mercado e custos operacionais
O recuo do hashprice acompanha a queda da rentabilidade, com a dificuldade de mineração em patamar recorde no fim de 2025. Dados indicam que, no segundo trimestre de 2025, o custo direto por BTC para mineradores públicos ficou em cerca de US$ 74.600, e despesas não monetárias elevam o custo total para mais de US$ 137.000 por BTC.
A Riot justifica a venda com necessidade de preservar liquidez ante margens pressionadas: a empresa mantém custos de energia em patamar competitivo, com tarifas de 3,9 cents por kWh e crédito de resposta à demanda de US$ 6,2 milhões. A estratégia recente prioriza monetização do acesso à energia.
Mudança de estratégia e impactos
A decisão de vender BTC em vez de manter o ativo reflete tendência do setor, com mineradoras grandes reduzindo ou ajustando seu “hodl”. Em 2025, companhias ampliaram hashrate, controlaram custos e buscaram diversificação em IA e computação de alto desempenho. Riot já sinalizava ver mineração como ferramenta de monetização da energia.
Ao longo de 2025, a dívida agregada de mineradoras subiu, estimada em US$ 12,7 bilhões, com empresas financiando expansão e novas conversões de ativos. Em dezembro, a Riot informou que o relatório mensal de produção será substituído por atualizações trimestrais sobre desempenho financeiro, estratégia de data centers e operações de mineração.
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