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Britânicos adotam o workation para equilíbrio entre trabalho e vida

Cresce a adoção de workation entre empregadores, permitindo combinar remoto e férias, com ganhos na conciliação, porém atentos à segurança de dados

‘It’s a great way to have a change of scene.’ Photograph: Maskot/Getty
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  • Pesquisa do Chartered Management Institute indica que um em cada oito empregadores tem política formal de workation; um em cada cinco gerentes já participou de uma.
  • Katherine, gerente de eventos, utiliza workation para manter equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, podendo atuar de onde tiver laptop.
  • Informes mostram crescimento de políticas formais: 59% das empresas tinham políticas em 2023, subindo para 77% em 2025; 37% dos trabalhadores remotos entrevistados pelo YouGov demonstraram interesse em workation nos próximos 12 meses.
  • Empresas do turismo, como a Tui, já promovem opções de workation com hotéis adequados para trabalhar durante as férias.
  • Especialistas destacam a mudança de foco de “equilíbrio” para “mistura” entre vida e trabalho, ressaltando a necessidade de regras claras para segurança de dados e para evitar desigualdades digitais.

Katherine descobriu o conceito de “workation” durante uma viagem à Austrália. Entedida como mesclar trabalho remoto e férias, ela passou a trabalhar de diferentes lugares, expandindo planos de viagens sem gastar muito. Hoje, ela organiza pet care em várias cidades para curtos feriados.

Ela afirma que a prática é benéfica para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. “É uma forma de mudar de cenário e manter uma sensação de mini-férias nos fins de semana”, diz. O próprio trabalho, segundo ela, não muda com a localização.

Katherine trabalha como gerente de eventos em uma universidade. Em dias de eventos, precisa estar na cidade. Fora isso, pode atuar de qualquer lugar com laptop. Não existe política formal da instituição, mas gerentes costumam considerar cada pedido com base na relação de confiança.

Adoção crescente e políticas formais

Pesquisas indicam que uma em cada oito empresas tem política formal de workations, e cerca de 20% dos gestores já realizaram a prática. A maioria aponta benefícios para a saúde mental e o equilíbrio, embora haja preocupação com a segurança de dados.

A diretora de políticas da Chartered Management Institute recomenda regras claras e gestão ativa para dar confiança aos gestores. Relatórios recentes sugerem que o uso de acordos formais está aumentando, com mais empresas adotando políticas de workations.

Uma sondagem da YouGov aponta que 37% dos trabalhadores remotos têm interesse em tirar uma workation nos próximos 12 meses. Companhias de turismo, como a Tui, passaram a oferecer pacotes voltados a esse perfil de viagem.

Perspectivas e críticas

Pesquisadores destacam a mudança de hábitos para o que se chama de “work-life blending”, com fronteiras entre vida e trabalho cada vez mais tênues. O termo ganhou destaque após a pandemia e avanços tecnológicos, refletindo uma flexibilização cultural.

Especialistas lembram que a prática pode favorecer autonomia e controle sobre a rotina, inclusive para quem cuida de familiares. No entanto, é essencial que haja pausas adequadas para evitar que o trabalho seja constante e que haja participação social e bem-estar.

Empresas que adotam o modelo costumam defender seus benefícios, como maior satisfação e motivação entre equipes. Alguns executivos relatam ganhos de produtividade e uma cultura de confiança, desde que haja limites claros e comunicação eficiente entre colaboradores e gestores.

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