- Suno Asset captou mais de R$ 620 milhões na quarta oferta do SNEL11, fundo imobiliário voltado a investimentos em energia renovável, com foco em usinas fotovoltaicas.
- O valor de mercado do SNEL11 fica em torno de R$ 950 milhões, e, junto com outros FIIs geridos pela Suno, a instituição administra ativos no total de R$ 3,3 bilhões.
- A estratégia atual é investir o grosso dos recursos nos próximos 60 dias, com negociações já em estágio avançado, visando aquisição de cerca de 110 megawatts pico em usinas distribuídas em oito estados e no Distrito Federal.
- Mais de 85% das usinas em análise já operam, e há contratos de renda mínima garantida para preservar o fluxo de caixa no período inicial após a incorporação. Parte do capital pode ficar aplicado em ativos financeiros enquanto as operações não se fecham.
- Em 2025, o SNEL11 registrou retorno total de 11,39%, majoritariamente proveniente de dividendos mensais; a Suno busca ampliar escala e diversificação geográfica com aquisições de ativos operacionais.
A Suno Asset captou mais de R$ 620 milhões em sua quarta oferta pública do SNEL11, fundo imobiliário voltado à energia renovável. O principal objetivo é expandir o portfólio com usinas fotovoltaicas já em operação, gerando receita por meio da negociação desses ativos para grandes empresas.
Ao todo, o SNEL11 alcançou valor de mercado próximo a R$ 950 milhões. Considerando outros fundos geridos pela Suno, o total sob gestão fica em torno de R$ 3,3 bilhões. A equipe mira aquisições adicionais com foco em geração de caixa recorrente.
A maior parte dos recursos deve ser alocada nos próximos 60 dias, com negociações em estágio avançado, segundo a gestora. A estratégia prioriza ativos operacionais, evitando riscos de construção ou desempenho inicial.
A meta é adquirir cerca de 110 megawatts pico em usinas distribuídas por oito estados e o Distrito Federal, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Paraná. Alguns ativos já estão em operação e com contratos de renda mínima garantida.
Parte do capital pode permanecer aplicado em instrumentos financeiros temporariamente, conforme a Suno. Mais de 85% das usinas em análise já operam, o que ajuda a preservar o fluxo de caixa após a incorporação.
Segundo José Daronco, head de relações com investidores, o movimento tende a ampliar receita e diluir riscos operacionais para o cotista atual. O executivo enfatiza o foco em ativos operacionais que geram renda estável.
Mudança na lei
Daronco comenta que eventuais mudanças regulatórias enfrentadas pelas usinas de geração distribuída já operantes não devem impactar significativamente o fundo. O marco legal atual protege esses ativos em operação.
Ele acrescenta que, mesmo com ajustes na conta de luz, o efeito tende a ser pequeno no resultado consolidado do SNEL11. Em 2025, o fundo reportou retorno total de 11,39% com dividendos mensais, típico de FIIs.
Com o novo ciclo de aquisições, a Suno busca ampliar escala e diversificação geográfica. O objetivo é manter a geração de caixa recorrente enquanto o mercado de energia solar passa por negociações.
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