- a World Liberty Trust apresentou à Office of the Comptroller of the Currency (OCC) um pedido de charter nacional de trust bank para emitir e custodiar USD1, o stablecoin lastreado em dólar.
- se aprovado, o acordo permitiria à trust emitir e guardar USD1 dentro de um enquadramento regulatório mais próximo de um banco, com serviços de custódia e conversão.
- o USD1 já alcançou cerca de U$ 3,4 bilhões em valor de mercado e já apareceu em negócios de crypto, como a compra de ações da Binance com tokens USD1.
- a OCC aprovou, em dezembro, charters nacionais de trust bank para várias empresas de cripto e ativos digitais, ampliando a supervisão regulatória equivalente a bancos.
- World Liberty pretende atender ao GENIUS Act, prometendo conformidade com leis de combate a lavagem de dinheiro e sanções, em um modelo voltado a câmbio e custódia para exchanges e investidores institucionais.
World Liberty Financial pediu formalmente a autorização para operar como banco nacional nos EUA, por meio de uma trust bank charter. O objetivo é emitir e custodiar o USD1, a stablecoin lastreada em dólar lançada pela empresa no ano passado. A solicitação foi encaminhada ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC), órgão regulador de bancos nacionais, nesta semana.
Se aprovada, a carta permitiria à trust emitir e custodiar USD1 dentro de um perimeter regulatório mais amplo. O USD1 já atingiu valor de mercado estimado em 3,4 bilhões de dólares e já apareceu em negócios no setor de cripto, incluindo uma transação de 2 bilhões de dólares envolvendo Binance.
A estrutura atual usa a BitGo como custodiante das reservas do USD1, configurando um modelo de emissão de stablecoin com gestão de reservas e prestação de relatório, mantendo conformidade regulatória. Esse caminho segue uma tendência recente de maior supervisão regulatória sobre criptoativos.
Contexto regulatório e ritmo político
Em dezembro, o OCC aprovou charters de trust banks para várias empresas de cripto, ampliando o caminho regulamentado para custódia e liquidação de stablecoins sem poderes bancários completos. Entre as aprovadas estão BitGo, Fidelity Digital Assets, Circle, Ripple e Paxos, conforme anúncios oficiais.
World Liberty posiciona o USD1 como instrumento institucional voltado a bolsas, market makers e gestores de ativos que buscam serviços de custódia e conversão com “wrapper” de banco. A empresa afirma que cumprirá o GENIUS Act, lei de stablecoins assinada pelo governo em julho de 2025, além de cumprir regras de combate à lavagem de dinheiro e de sanções.
Questões políticas em foco
A proposta de um stablecoin ligado a Trump volta a ganhar atenção política. A World Liberty diz que a estrutura foi desenhada para mitigar riscos de conflito de interesse, ressalta que a família Trump detém participação sem direito a voto e não opera o dia a dia da empresa. A depender de aprovação, o status regulatório pode acelerar a integração de criptoativos em serviços financeiros tradicionais.
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