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Acordo UE-Mercosul será assinado em 17 de janeiro no Paraguai

Assinatura do acordo UE-Mercosul em 17 de janeiro, no Paraguai, promete acesso preferencial à União Europeia e eliminação de tarifas para 92% das exportações

Para a foto. Lula, Milei, Peña e Lacalle Pou, ao lado de Ursula von der Leyen, no anúncio da conclusão das negociações com a União Europeia. Falta união de fato – Imagem: Redes Sociais/Mercosul
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  • O acordo entre Mercosul e União Europeia será assinado em 17 de janeiro no Paraguai, conforme anunciou o chanceler argentino, Pablo Quirno, pela rede X.
  • Negociado desde 1999, o tratado promete a maior zona de livre comércio do planeta, com mais de setecentos milhões de consumidores.
  • O texto concede acesso preferencial à União Europeia, um mercado de 450 milhões de pessoas que representa cerca de quinze por cento do PIB mundial.
  • A UE eliminará tarifas para noventa e dois por cento das exportações do Mercosul e oferecerá acesso preferencial para mais sete por cento, beneficiando noventa e nove por cento das exportações agrícolas do bloco.
  • O acordo enfrenta resistência do setor agropecuário europeu, que teme impactos da entrada de carne, arroz, mel e soja sul-americanos, em troca de veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus.

O acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul será assinado em 17 de janeiro no Paraguai. O tratado, negociado desde 1999 por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, prevê a criação da maior zona de livre comércio do planeta, com mais de 700 milhões de consumidores.

O chanceler argentino, Pablo Quirno, informou pela rede X que o acordo está prestes a ser assinado no Paraguai, após receber sinal verde dos países da União Europeia. A assinatura marca a conclusão de um processo longo e debatido entre as partes.

O acordo oferece acesso preferencial à UE, o que representa um mercado de 450 milhões de pessoas e cerca de 15% do PIB mundial. A UE eliminará tarifas para 92% das exportações e concederá acesso preferencial para outros 7,5%, beneficiando 99% das exportações agrícolas do Mercosul.

Resistência no setor agropecuário europeu

O pacto enfrenta resistência de parte do agronegócio europeu, que teme o aumento das importações sul-americanas de carne, arroz, mel e soja. Em contrapartida, o acordo abriria espaço para a exportação de veículos, máquinas, queijos e vinhos europeus para o Mercosul.

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