- Analista da Coinbase, David Duong, afirma que a computação quântica pode, em duas vias, comprometer a criptografia do Bitcoin, mas o risco não é imediato e os prazos dos mercados para se preparar estão encurtando.
- O principal problema seria a violação das assinaturas ECDSA, permitindo que chaves privadas sejam derivadas a partir de chaves públicas expostas e possibilitando transferências não autorizadas.
- Hoje, 6,51 milhões de BTC (32,7% do total) estão vulneráveis a ataques quânticos de longo prazo por reutilização de endereços e scripts legados, além do risco de curto prazo quando as chaves aparecem no mempool.
- governos apontam 2035 como prazo para migração a criptografia pós-quântica; governos dos EUA e da União Europeia já orientam infraestrutura crítica e pesquisadores estudam cenários de migração com soluções como CRYSTALS-Dilithium e SPHINCS+, possivelmente via soft forks.
- no cenário de mercado, a leitura atual é de que o risco quântico já está precificado como variável de longo prazo para o Bitcoin, influenciando perspetivas de custódia e avaliação, com níveis técnicos próximos a pontos de suporte e eventual apontar para alta acima de 92 mil a 94 mil dólares.
Bitcoin está sob escrutínio técnico após a avaliação da Coinbase de dois caminhos pelos quais a computação quântica pode ameaçar sua criptografia. O estudo aponta que, no hipotético “Q-day”, computadores quânticos com capacidade suficiente poderiam comprometer assinaturas e protocolos atuais, elevando riscos para a segurança de longos horizontes de investimento.
A análise destaca ECDSA para assinaturas de transação e SHA-256 para mineração como alvos principais. Embora a mineração impulsionada por quântum tenha limitações de escala, a quebra das chaves privadas a partir de chaves públicas expostas pode permitir transferências não autorizadas. O alerta vem em meio a discussões institucionais sobre prazos de adaptação.
6,51 milhões de BTC, cerca de 32,7% do total em circulação, já estariam expostos a ataques de longo prazo devido a reutilização de endereços e tipos de script legados. Incluem endereços P2PK, P2MS e alguns outputs P2TR. Coincide com avisos de que a exposição em cadeia é relevante mesmo para transações rápidas, no momento da movimentação.
Governos têm metas para a migração até 2035. Autoridades dos EUA e da União Europeia orientaram infraestruturas críticas a adotarem criptografia resistente a pós-quântica. Organizações como Chaincode Labs estudam prazos semelhantes e consideram cenários de migração rápida ou gradual.
Perspectivas de migração e soluções
Especialistas descrevem duas possibilidades: migração acelerada em dois anos ou transição gradual em cinco a sete anos. Soluções potenciais passam por assinaturas quântico-resistentes como CRYSTALS-Dilithium e SPHINCS+. Mudanças podem ocorrer via soft forks para manter continuidade da rede.
Caminho da precificação do Bitcoin
Na análise de preço, o BTC opera próximo de níveis de resistência e observações técnicas indicam consolidação abaixo de US$ 94 mil. Um rompimento acima da faixa de US$ 92 mil a US$ 94 mil pode reabrir o cenário de alta para a faixa de US$ 100 mil e buscar o pico anterior próximo a US$ 107 mil, caso se mantenha a tendência de alta.
Desdobramentos de curto prazo para o ecossistema
A narrativa de risco quântico já ganhou adesão institucional, com a BlackRock mencionando o tema em documentos de 2025 sobre o IBIT. Desenvolvedores e pesquisadores avaliam impactos em modelos de custódia e avaliação de ativos, com o foco em mitigar vulnerabilidades e acelerar migração para PQC.
Maxi Doge avança como meme coin com comunidade
Entre as moedas de meme, Maxi Doge ganha impulso pela participação comunitária e incentivos. O projeto já angariou mais de 4,4 milhões de dólares e oferece recompensas diárias via contratos inteligentes, além de competições e eventos para manter o engajamento. O token MAXI tem valor atual próximo de US$ 0,000277 e se aproxima de nova rodada de presale.
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