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Mercosul busca acordos com Emirados Árabes e Canadá após UE, diz Alckmin

Mercosul mira acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá após a assinatura com a UE, prevista para 17 de janeiro em Assunção

Geraldo Alckmin e Lula em 13 de agosto de 2025. Foto: Evaristo Sá/AFP
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  • Após a aprovação do acordo Mercosul‑UE, o vice‑presidente Geraldo Alckmin sinalizou que negociações devem seguir com Emirados Árabes Unidos e Canadá.
  • A assinatura do acordo com a União Europeia está prevista para ocorrer em Assunção, no Paraguai, no dia dezessete de janeiro, em nível ministerial.
  • Segundo o governo, o acordo com Emirados Árabes Unidos e o Canadá pode avançar mais rapidamente, com base no modelo do tratado com a UE.
  • A Confederação Nacional da Indústria nota que o acordo com a UE é o mais moderno já negociado pelo Mercosul e deve ampliar previsibilidade regulatória, investimentos e facilitação de comércio.
  • A expectativa é que, se aprovado pelo Congresso Nacional ainda neste semestre, o acordo entre Mercosul e UE entre em vigor ainda neste ano, criando o maior mercado de livre comércio do mundo, com mais de setecentos milhões de consumidores.

O Mercosul avança em sua agenda de acordos após a aprovação do acordo com a União Europeia. A assinatura do tratado com a UE pode ocorrer em Assunção, no Paraguai, no dia 17 de janeiro, em formato ministerial. A medida amplia a integração comercial do bloco.

O anúncio foi feito pelo vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, que sinalizou ainda próximas tratativas com Emirados Árabes Unidos e Canadá. O objetivo é manter o ritmo de negociações bilaterais de maior relevância para o eixo sul global.

A aprovação europeia ocorreu na última sexta-feira, após um processo que durou cerca de 25 anos. O governo brasileiro avalia que o acordo aumenta a atratividade do Mercosul em um cenário geopolítico volátil, com impactos sobre investimentos e previsibilidade regulatória.

Assinatura prevista e impactos

O acordo com a UE é considerado o mais moderno já negociado pelo Mercosul e deve reduzir barreiras tarifárias, facilitar o comércio e ampliar a proteção de indicações geográficas de produtos brasileiros. A expectativa é de que o tratado entre em vigor ainda neste ano, após ratificação.

No governo, há a expectativa de que o Congresso Nacional aprove a versão final ainda no primeiro semestre. Com isso, o acordo pode entrar em vigor com o eventual ratificado pela União Europeia, sem depender de todos os demais membros do bloco.

A Confederação Nacional da Indústria destaca os impactos em investimentos bilaterais e na previsibilidade regulatória. A entidade enfatiza que o acordo fortalece a atuação brasileira em mercados internacionais e redesenha fluxos de comércio e investimentos globais.

O Brasil mantém a intenção de avançar com encontros com os Emirados Árabes Unidos e o Canadá. O primeiro-ministro canadense confirmou viagem ao Brasil em abril, reforçando o interesse de ampliar relações comerciais com o Mercosul.

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