- Nova Zelândia permitirá que investidores estrangeiros obtenham residência por meio da compra ou construção de imóveis avaliados em no mínimo NZ$ 5 milhões, dentro do programa Active Investor Plus.
- A liberação é uma exceção restrita ao mercado imobiliário e entra em vigor no início de 2026, após etapas regulatórias.
- O acesso continua vedado para terras agrícolas, propriedades rurais e áreas sensíveis, mantendo controle sobre o mercado doméstico.
- O foco é o segmento de alto patrimônio: imóveis acima de NZ$ 5 milhões representam menos de 1% do estoque e ficam acima da média de valor das casas no país.
- Até meados de dezembro, havia quase 500 candidaturas com mais de NZ$ 770 milhões em capital comprometido, com investidores dos Estados Unidos liderando as inscrições.
Nova Zelândia vai permitir a compra de imóveis por estrangeiros apenas para quem investir no país por meio do programa Active Investor Plus. A medida cria uma exceção restrita aos investidores que aportarem NZ$ 5 milhões ou mais no período de três anos, após sete anos sem flexibilização nesse setor.
A decisão, anunciada perto do Natal de 2025, entra em vigor no início de 2026 e não reabre o mercado de forma ampla. A regra mantém a proibição de terras agrícolas, propriedades rurais e áreas sensíveis, preservando proteções ao mercado doméstico.
O governo afirma que a medida é um meio-termo entre atrair capital e proteger a economia local. O foco fica nos imóveis de alto valor, acima de NZ$ 5 milhões, que correspondem a menos de 1% do estoque residencial e ficam bem acima da média de preços.
O que muda na prática
Investidores que participem do Active Investor Plus poderão obter residência por meio da aquisição ou construção de propriedades avaliadas em NZ$ 5 milhões ou mais. A mudança não altera a exigência de cumprir o período de investimento e as regras do programa.
Dados iniciais apontam demanda expressiva. Até meados de dezembro, quase 500 candidaturas haviam sido recebidas, com capital comprometido superior a NZ$ 770 milhões. Os Estados Unidos lideram as inscrições, seguidos pela China.
Contexto e trajetória
A Nova Zelândia encerrou o recebimento de capital imobiliário estrangeiro em 2018 e sinaliza uma reabertura cautelosa. O país permanece entre os destinos de alto patrimônio, conhecido por qualidade de vida, paisagens e lazer de alto padrão. A mudança busca equilibrar abertura econômica e proteção do mercado local.
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