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Previsões para a economia brasileira, segundo seis grandes bancos

Seis bancos projetam desaceleração do PIB em 2026, inflação entre 3,8% e 4%, e Selic entre 11,75% e 12,75%, com cortes possivelmente no início do ano

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  • Inflação para 2026 fica entre 3,8% e 4,0% na maioria das projeções; o BTG aponta 4,5% para o ano.
  • PIB é esperado crescer entre 1,5% e 1,7% em 2026, com recuo frente a 2025 em todos os boletins.
  • Juros Selic variam entre 11,75% e 12,75% ao ano; início de cortes é cogitado em janeiro, março ou abril, conforme o banco.
  • Câmbio projetado entre R$ 5,20 e R$ 5,90 por dólar, com variação ligada a prêmio de risco e cenário externo.
  • As projeções são de seis bancos: Itaú, BTG, Santander, XP, UBS e Bradesco.

Pelo sexto ano, bancos revisam sinais da economia brasileira para 2026. Inflationary desaceleração e atividade mais fraca sugerem início de cortes de juros no ano que vem, ainda com debates sobre o timing. Instituições como Itaú, BTG, Santander, XP, UBS e Bradesco compilaram previsões.

No conjunto, as projeções apontam inflação mais contida entre 3,8% e 4% em 2026, com o BTG divergindo ao situá-la em 4,5%. O PIB tende a desacelerar, variando entre 1,5% e 1,7%. Já os juros devem ficar entre 11,75% e 12,75% ao ano, com início de cortes indicado por diferentes relógios de cada banco. O câmbio oscila entre R$ 5,20 e R$ 5,90.

Projeções por banco

Itaú aposta em inflação de 4,0% e PIB de 1,7%, com Selic a 12,75% ao ano. O corte começaria em janeiro, mas com cautela diante do cenário externo e interno. O câmbio fica em R$ 5,50, reflexo de prêmio de risco em anos eleitorais.

BTG prevê inflação de 4,5%, PIB de 1,5% e juros de 12% ao ano. O início do ciclo de cortes é visto com cautela pela desaceleração da atividade e maior incerteza externa. Câmbio em R$ 5,20.

Santander projeta inflação de 3,8% e PIB de 1,5%, com juros de 12,5%. O início do ciclo de cortes seria em março, diante de incertezas domésticas. Câmbio em R$ 5,90.

Continuam as apostas

XP aponta inflação de 4%, PIB de 1,7% e juros de 12,5%, com início de cortes em março e cinco reduções de 0,5 p.p. ao longo do ano. Câmbio estimado em R$ 5,60.

UBS estima inflação de 3,8% e PIB de 1,5%, com taxa Selic a 11,75% e cortes a partir de abril, em ritmo de 50 p.b. por reunião ao longo de 2026. Câmbio em R$ 5,30.

Bradesco traz inflação de 3,8% e PIB de 1,5%, com cortes possíveis já no primeiro trimestre de 2026 e queda de 0,25 p.p. na Selic em janeiro. Câmbio apontado como estável, com déficit em conta corrente em recuperação gradual.

Contexto e leitura geral

A leitura comum entre as instituições é de desaquecimento econômico em 2026, com inflação dentro da meta. A sinalização de cortes de juros ainda depende de indicadores como atividade, câmbio e inflação. Em ano de eleições, o prêmio de risco e decisões políticas também entram na equação.

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