- O economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, disse que a ameaça de acusação criminal contra Jerome Powell aumenta preocupações com a independência do Fed.
- Mesmo assim, ele espera que o Fed continue a tomar decisões com base em dados.
- Hatzius afirmou que Powell, em seu mandato remanescente, tomará decisões com base em dados econômicos e não será influenciado por pressões políticas.
- O Goldman Sachs adiou a previsão de cortes de juros, passando a esperar duas reduções de 0,25% em junho e setembro de 2026.
- As projeções refletem dados mais fracos de emprego, PIB mais forte do que o esperado e menor impacto das tarifas.
O economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, disse que a ameaça de acusação criminal contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, aumenta dúvidas sobre a independência da instituição, mas ele espera que o Fed continue a fundamentar suas decisões em dados. A fala ocorreu na segunda-feira, dia 12, durante a conferência anual de estratégia global do banco em Londres.
Hatzius afirmou que as notícias sobre a possível investigação reforçam as apreensões sobre a autonomia do Fed, mesmo assim ele confia que Powell manterá a foco em evidências econômicas em seu mandato restante. O executivo ressaltou que as decisões do banco devem seguir o cenário econômico, sem influências indevidas.
Na reunião, o Goldman Sachs revisou suas projeções para cortes de juros. A instituição passou a antecipar duas reduções de 0,25 ponto percentual para junho e setembro de 2026, em vez de março e junho de 2026. A revisão reflete dados de emprego mais fracos recentemente, PIB acima do esperado e impactos menores das tarifas.
Independência do Fed em debate
O analista destacou que a investigação tem potencial para gerar pressões políticas sobre o banco central, embora Powell tenha sinalizado que não mudará o curso com base em pressões externas.
Perspectivas de política monetária
Hatzius reiterou que os riscos para as previsões de juros são majoritariamente negativos, segundo sua leitura dos dados disponíveis. O mercado de trabalho mostra sinais de enfraquecimento gradual, o que sustenta o cenário de cortes adicionais no futuro próximo.
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