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CEO da Heineken se despede após anúncio de saída

CEO da Heineken deixa o cargo após seis anos; empresa revisa guidance para baixo e enfrenta recuo de vendas, com a ação caindo 4%

A saideira do CEO da Heineken
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  • O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, deixou a empresa após seis anos no cargo, permanecendo até 31 de maio e atuando como consultor externo por mais oito meses.
  • A saída ocorre em meio a turbulência, com a empresa revisando seu guidance para baixo duas vezes no ano passado e registrando queda de vendas em várias regiões.
  • A ação reagiu com recuo de quatro por cento, a € 67,18, enquanto o papel acumula alta de cerca de quatro por cento nos últimos doze meses.
  • A Heineken mantém os planos de transformação para 2026-2030, incluindo nova estrutura organizacional e maior investimento em produtos não alcoólicos.
  • O conselho afirma que as ações manterão os planos, e analistas dizem que a empresa precisa de alguém capaz de responder à mudança de hábitos de consumo para reconquistar jovens e fortalecer o portfólio. A empresa vale € 39 bilhões; a Anheuser-Busch InBev vale € 111 bilhões.

O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, anunciará sua saída após seis anos no cargo e 28 de casa. Ele permanece no posto até 31 de maio e, após, atuará como consultor externo por oito meses. A empresa reagiu com queda de 4% na bolsa, para € 67,18.

A Heineken enfrenta turbulência no setor, com vendas estagnadas e revisões de guidance para baixo em 2023. O desempenho ficou abaixo de seus concorrentes, mesmo após cortes de custos e investimentos em mercados emergentes.

Desde 2020, Dolf tentou reverter a desaceleração em meio a pandemia, guerra na Ucrânia, inflação e mudanças no consumo. Em outubro, a empresa anunciou a segunda redução de guidance e planos para 2026-2030, incluindo maior foco em bebidas não alcoólicas.

O board manterá os planos de transformação com o próximo CEO. Analistas afirmam que a saída não surpreende ante o desempenho inferior aos pares. A Heineken vale cerca de € 39 bilhões; a AB InBev, € 111 bilhões, com ações 12 meses acima de 25%.

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