- Israel planeja iniciar a privatização de duas das maiores empresas de defesa, IAI e Rafael, já no segundo trimestre deste ano.
- A venda será feita em pequenas parcelas, com 25-30% de cada companhia subindo à bolsa de Tel Aviv em 2026 e 2027, para evitar sobrecarregar o mercado.
- IAI vale cerca de $20 bilhões; Rafael, cerca de $10 bilhões, segundo o governo.
- A iniciativa ganhou impulso após anos de debate e pelo contexto da recente fase de conflito com o Hamas, que fortaleceu o argumento a favor da privatização.
- Também está em estudo a privatização do porto de Ashdod no próximo ano, sem mais detalhes divulgados.
Israel planeja iniciar a privatização de duas das maiores empresas de defesa já no segundo trimestre deste ano, segundo um alto funcionário do governo. A proposta envolve a abertura de capital de Israel Aerospace Industries (IAI) e Rafael Advanced Defense Systems.
O governo pretende vender entre 25% e 30% de cada empresa na B3 de Tel Aviv, em pequenas parcelas neste ano e no próximo, para evitar sobrecarregar o mercado e manter controle acionário inicial. A decisão busca maximizar a valorização das vendas, conforme explicações do representante.
IAI tem avaliação de cerca de US$ 20 bilhões, enquanto Rafael é estimada em US$ 10 bilhões. A privatização vem ganhando tração após resultados financeiros robustos impulsionados pela recente fase de conflito na Faixa de Gaza e pelo histórico de desempenho de defesa de ambas as companhias.
O processo envolve alinhamento com o Ministério da Defesa e já conta com aprovação de um painel ministerial para a venda de até 49% da IAI por meio de IPO. Rafael iniciou preparativos semelhantes, com discussões internas e interesse em evitar vantagem para concorrentes.
O chefe executivo da IAI, Boaz Levy, destacou a importância do IPO para a expansão da empresa e seu crescimento futuro. A mudança facilitará decisões estratégicas, conforme também apontado pelo governo, lembrando o sucesso da IMI desde sua aquisição pela Elbit em 2018.
Ainda não há data definida para a conclusão das etapas regulatórias, mas a expectativa é avançar com as concessões neste ano. Em paralelo, o governo sinalizou que o processo pode envolver outras privatizações futuras.
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