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JPMorgan aponta Fed só deve subir juros em 2027

J.P. Morgan prevê alta da taxa do Federal Reserve em 2027; Goldman Sachs, Barclays e Morgan Stanley atrasam cortes para meados de 2026

Mercados acionários globais haviam caído drasticamente antes do último anúncio de Trump e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA haviam subido
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  • O J.P. Morgan projeta que o próximo movimento do Fed será um aumento da taxa de juros em 2027, com previsão de elevação de 25 pontos-base no terceiro trimestre daquele ano.
  • Goldman Sachs e Barclays passaram a esperar cortes de 25 pontos-base em setembro e dezembro, respectivamente, reverentodo Morgan Stanley para meados de 2026.
  • Dados de dezembro mostraram desaceleração do emprego, mas queda da taxa de desemprego para 4,4% e ganhos salariais estáveis mantêm expectativa de manter juros inalterados na reunião de janeiro.
  • O índice CME FedWatch aponta alta probabilidade (cerca de 95%) de o Fed manter os juros inalterados na reunião de janeiro.
  • Além das revisões de bancos, Wells Fargo e BofA Global Research continuam esperando cortes para março/junho e junho/julho; a disputa entre Trump e Powell no front político também ganhou destaque.

O J.P. Morgan projeta que o Fed elevará a taxa de juros dos EUA em 2027. Barclays, Goldman Sachs e Morgan Stanley revisaram as previsões, adiando cortes para meados de 2026, diante de sinais de que o mercado de trabalho não piora rapidamente.

Dados de sexta-feira indicaram desaceleração do emprego em dezembro, mas a taxa de desemprego caiu para 4,4% e houve avanço nos salários, sugerindo resistência do mercado. O banco vê espaço para manter os juros estáveis na reunião de janeiro, caso a força de trabalho permaneça firme.

Reavaliação de cortes pelos bancos

Goldman Sachs e Barclays passaram a projetar cortes de 25 pontos-base em setembro e dezembro, respectivamente, após previsão anterior de cortes mais cedo. Morgan Stanley também alterou a janela de cortes para junho e setembro.

Wells Fargo e BofA Global Research mantiveram apostas em cortes para março/junho e junho/julho, respectivamente, refletindo uma visão de resposta gradual dos juros à inflação e ao emprego. Medidas de mercado mostram alta probabilidade de estabilidade na próxima reunião do Fed.

Política e independência do Fed

No âmbito político, ocorreram relatos sobre tensões envolvendo o presidente Donald Trump e o chair do Fed, Jerome Powell. A depender de fontes, Powell teria sido alvo de acusações, o que alimenta debates sobre a independência do banco central diante de pressões políticas. A Casa Branca e o Fed não comentaram oficialmente sobre o tema.

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