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Standard Chartered lança Crypto Prime Brokerage via braço de VC

Banco britânico prepara prime brokerage de ativos digitais dentro da SC Ventures, fortalecendo a competição institucional no mercado cripto

FV Bank, PYUSD, PayPal, USDT, USDC
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  • Standard Chartered prepara o lançamento de um crypto prime brokerage dentro da SC Ventures, o braço de venture capital da instituição, sem integrar ao banco de investimento principal.
  • As discussões estão no estágio inicial e não há data definida para o lançamento.
  • A iniciativa faz parte da estratégia do banco em ativos digitais, que já inclui infraestrutura como Zodia Custody e a plataforma de negociação institucional Zodia Markets.
  • Em julho, o banco afirmou ter sido o primeiro banco global sistêmico a oferecer negociação de criptomoedas à vista para clientes institucionais, e a SC Ventures sinaliza planos mais amplos no setor.
  • Em outra frente, Standard Chartered, Bank Malaysia e Capital A estudam uma stablecoin lastreada no ringgit, sob um sandbox regulatório da Bank Negara Malaysia.

Standard Chartered prepara-se para ampliar atuação em ativos digitais ao criar um crypto prime brokerage dentro de SC Ventures, braço de venture capital da empresa. A iniciativa, ainda em estágio inicial, não tem data definida de lançamento. O projeto visa atender clientes institucionais.

A instituição planeja abrigar o novo negócio na SC Ventures, não na sua banca corporativa de investimento. Pessoas próximas ao tema afirmam que as discussões ainda estão em fases iniciais e a decisão depende de ajustes regulatórios e operacionais.

A banca já é reconhecida por investir em infraestrutura de ativos digitais, como Zodia Custody e Zodia Markets. Em julho, tornou-se o primeiro banco global sistemicamente importante a oferecer negociação de criptomoedas à vista para clientes institucionais.

Expansão no ecossistema de ativos digitais

A iniciativa ocorre em meio a movimentos de bancos globais para competir por fluxos institucionais de cripto. Nos EUA, JPMorgan avalia negociação de cripto para clientes institucionais, enquanto Morgan Stanley avalia ETFs de Bitcoin, Ether e Solana.

ETFs de cripto no tocante ao câmbio institucional já somam cerca de US$ 140 bilhões, destacando o papel de corretoras-prime como infraestrutura crítica para o próximo ciclo de crescimento. A tendência é de maior integração entre ativos digitais e serviços financeiros tradicionais.

A SC Ventures também está explorando parcerias em otras frentes, como o projeto de joint venture em ativos digitais, citado como Project37C, com foco em custódia, tokenização e acesso aos mercados, ainda sem ser rotulado como prime brokerage.

Parcerias e próximos passos

Paralelamente, Standard Chartered, ao lado de Capital A, controladora da AirAsia, está analisando o uso de uma stablecoin lastreada pelo ringgit. O esforço é parte de uma sandbox regulatória inaugurada pela Bank Negara Malaysia (BNM) para estimular tokenização e finanças baseadas em blockchain.

Em decisões separadas, a Ripple adquiriu a Hidden Road por US$ 1,25 bilhão, e a FalconX concordou em comprar 21Shares, fortalecendo o ecossistema de serviços de ativos digitais. Esses movimentos indicam amadurecimento de infraestrutura para fluxos institucionais.

A recente agenda de bancos globais sinaliza que o setor financeiro converte operações de cripto em parte central de seus modelos. Standard Chartered, com a nova unidade, reforça sua participação neste cenário em evolução.

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