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Trump pressiona o Fed visando inflação dos anos 70 e repercussão global

Pressão de Trump sobre o Fed pode desencadear inflação ao estilo dos anos setenta e provocar reação global nos mercados

Donald Trump in July with Federal Reserve chair, Jerome Powell, right, who has suggested a legal threat against him is about applying pressure in order to engineer a cut in interest rates.
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  • A tentativa da Casa Branca de pressionar a Federal Reserve para cortar juros pode levar a uma inflação ao estilo dos anos setenta e provocar reação negativa nos mercados globais.
  • Com o Departamento de Justiça abrindo investigação criminal contra Jerome Powell, investidores temem que a interferência política coloque a economia mundial em risco.
  • Analistas comparam o cenário ao da década de 1970, caso a inflação permaneça alta e a política monetária seja guiada por interesses políticos.
  • Powell afirmou ter recebido ameaças de acusações criminais relacionadas ao depoimento sobre reformas no prédio histórico do Fed, chamando a pressão de pretexto político.
  • Trump deve anunciar, ainda neste mês, o substituto de Powell; a independência do banco central é vista como essencial para manter a inflação sob controle.

Donald Trump tenta influenciar a política monetária dos Estados Unidos, pressionando o Federal Reserve para reduzir juros, em meio a uma investigação do Departamento de Justiça sobre o presidente da instituição, Jerome Powell. Economistas avaliam que esse cenário pode reacender a inflação ao estilo dos anos 1970 e provocar repercussões globais nos mercados.

Analistas comparam o momento atual ao período de Nixon e Burns, quando pressões políticas sobre a política monetária agravaram a inflação. Consideram que atuar com base em interesses políticos, em vez de dados, pode aumentar a aversão de investidores ao financiamento da dívida norte-americana.

O mercado reagiu com queda do dólar e alta histórica do ouro, em busca de ativos de proteção. Powell afirmou que recebeu ameaças de criminalização relacionadas ao seu depoimento sobre reformas aos imóveis históricos do Fed, em Washington, sem detalhar o teor das acusações.

Powell classificou as ameaças como pretextos para pressionar o Fed a tomar decisões sobre juros. Ele afirmou que a independência da instituição depende de decisões baseadas em evidências e condições econômicas, não de pressões políticas ou intimidações.

Espera-se que Trump anuncie ainda neste mês um candidato para substituir Powell, cujo mandato à frente do Fed vence em maio. Investidores veem a independência do banco central como essencial para manter a inflação sob controle.

A alta de preços global após a pandemia de Covid e a invasão da Ucrânia aumentou a preocupação com a confiabilidade da política monetária nos países desenvolvidos, à medida que a inflação persiste em alguns setores, apesar de quedas recentes nos EUA.

Economistas ressaltam que reduzir juros rapidamente pode reacender a inflação e prejudicar quem tem menos renda. O debate ocorre em meio a uma transição no comando do Fed e a pressões externas por políticas monetárias mais brandas.

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