- O déficit primário do Governo Central em 2025 ficou em cerca de 0,1% do PIB, dentro da meta fiscal, que permite zero déficit com tolerância de até 0,25% do PIB.
- O número considera apenas as despesas da contabilidade fiscal regular; incluindo precatórios e indenizações a aposentados do INSS, o déficit fica em cerca de 0,17% do PIB, e com precatórios chegaria a 0,48%.
- Haddad afirmou que, pelo arcabouço fiscal, o objetivo vem sendo cumprido pelo terceiro ano seguido; os valores são estimativas preliminares.
- A dívida pública pode chegar a 95,4% do PIB em dez anos se não houver novas medidas de aumento de receita; o juro real alto é o principal fator de pressão.
- Os dados oficiais serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no fim de janeiro; até lá, as informações são estimativas apresentadas pelo ministro.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou nesta terça-feira, 13, que o déficit primário do Governo Central em 2025 ficou em torno de 0,1% do PIB, dentro da margem da meta fiscal, que admite até 0,25% do PIB de déficit. A declaração ocorreu durante entrevista no Ministério da Fazenda.
Segundo Haddad, o resultado preliminar considera apenas as receitas e despesas da contabilidade fiscal regular. Ao incorporar gastos autorizados por decisões judiciais e pelo Congresso, como precatórios e indenizações a aposentados do INSS, o déficit sobe para cerca de 0,17% do PIB.
Com precatórios, o déficit ficaria em aproximadamente 0,48% do PIB no ano. O ministro afirmou que a inclusão dessas obrigações representa mais transparência e corrige distorções herdadas de exercícios anteriores.
Contexto fiscal e prioridades
A explicação de Haddad reforça que o arcabouço fiscal vigente permite variações na banda de tolerância sem caracterizar descumprimento da meta. O Ministério da Fazenda ressalta que a prática visa alinhavar o resultado contábil com as decisões judiciais e parlamentares.
Além disso, Haddad comentou projeções do Tesouro Nacional sobre a dívida pública, indicando possível trajetória de endividamento de até 95,4% do PIB em dez anos, caso não haja novas medidas de aumento de receita. O ministro destacou que o principal fator de pressão sobre a dívida é o nível elevado de juros reais, não apenas o resultado primário.
O ministro informou que os dados oficiais de 2025 serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no fim de janeiro. Até lá, as informações apresentadas representam estimativas iniciais.
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