- O IPC dos EUA subiu 0,3% em dezembro; nos últimos 12 meses, o índice avançou 2,7%.
- A alta veio após o fim das distorções da paralisação do governo, que haviam reduzido a inflação em novembro, com uso de carry-forward para imputar dados de outubro.
- Excluindo alimentos e energia, o CPI subiu 0,2% em dezembro; o núcleo anual ficou em 2,6%.
- A leitura reforça a visão de que o Federal Reserve manterá a taxa de juros inalterada na reunião de janeiro, entre 3,50% e 3,75%.
- A notícia de queda do desemprego em dezembro alimenta as expectativas de continuidade da política monetária.
O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 0,3% em dezembro, após distorções causadas pela paralisação do governo deixarem a inflação mais baixa em novembro. A leitura sustenta a expectativa de que o Federal Reserve manterá a taxa de juros inalterada neste mês.
Em 12 meses, o CPI avançou 2,7, igual ao registrado em novembro, conforme dados do Bureau of Labor Statistics. Economistas consultados pela Reuters previram alta de 0,3% no mês e o relatório de novembro foi revisado para 0,2% de setembro a novembro.
A paralisação de 43 dias impediu a coleta de preços em outubro, levando o escritório a imputar dados para aquele mês, com destaque para aluguéis. Em novembro, apesar de a coleta ter ocorrido, os descontos de fim de ano influenciaram o resultado.
Divergência entre componentes e leitura do núcleo
Excluindo alimentos e energia, o CPI subiu 0,2% em dezembro. O núcleo teve alta de 2,6% na base anual, estável em relação a novembro. O órgão estimou que o núcleo avançou 0,2% entre setembro e novembro.
O Federal Reserve monitora o CPI em relação à meta de inflação de 2% via o índice PCE. A leitura de dezembro surge após queda na taxa de desemprego, mesmo com crescimento de empregos limitado, alimentando a expectativa de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% na reunião de 27 e 28 de janeiro.
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