- O PIB dos EUA cresceu cerca de dois por cento no terceiro trimestre, mas isso aconteceu apesar das tarifas, e não por causa delas.
- A Oxford Economics estima que as tarifas frearam o PIB em nível real em um ponto um por cento em dois mil e vinte e cinco e devem puxar queda de um ponto quatro por cento em dois mil e vinte e seis.
- Setores como petróleo, construção e consumo registram impactos: menor investimento em óleo, queda nos gastos com construção e confiança do consumidor em baixa.
- A indústria manufatureira mostra piora: empregos e investimentos privados em manufatura recuaram, e a atividade manufatureira ficou contractada em dezembro pelo décimo mês seguido.
- Olhando para frente, as tarifas devem permanecer como entrave em dois mil e vinte e seis, com decisões do Supremo Tribunal sobre o IEEPA, revisões do USMCA e novas investigações de tarifação e segurança ainda em pauta.
A economia dos EUA mostrou leve melhora em 2025, apesar de tarifas e guerras comerciais. O crescimento do PIB anual até o terceiro trimestre ficou em cerca de 2%, com um impulso saudável no último trimestre. Ainda assim, especialistas afirmam que as tarifas não foram o motor, mas sim um obstáculo.
Relatórios indicam impactos generalizados: preços mais altos para produtores e consumidores, além de inibição de novos investimentos. Grande parte das tarifas foi alvo de disputas legais, incluindo ações na Suprema Corte sobre a constitucionalidade de certos mecanismos.
Oposição ao uso de tarifas como ferramenta de política econômica vem de estudiosos e instituições. A Oxford Economics aponta que as tarifas reduziram o PIB real em 2025 e devem puxar ainda mais para baixo em 2026. O efeito é visto como âncora, não motor de crescimento.
Setores relevantes sentem o peso: o setor de petróleo brasileiro mostra planos de reduzir investimentos devido a custos de suprimento, como aço para tubulações. A construção, fortemente dependente de aço, cobre e madeira, registra queda em despesas pela primeira vez desde o início da pandemia.
Confiança do consumidor recua, ainda que números oficiais mostrem resiliência. A pesquisa de Confiança do Consumidor aponta queda pelo quinto mês, com inflação próxima de 3% ao ano. Preços ao produtor subiram 2,7% no acumulado até setembro, com alimentos e energia como principais influências.
No âmbito da manufatura, a tendência é de deterioração. Emprego e investimentos no setor diminuíram ao longo de 2025, com atividade apontando contração em dezembro pela 10ª vez consecutiva, conforme o Índice ISM de Gerentes de Compras. Empresas citam tarifas elevando custos de insumos e reduzindo demanda.
Especialistas ressaltam que, globalmente, não houve retorno maciço de investimentos em manufatura. Algumas apostas de investimento direcionadas a contornar barreiras tarifárias não se consolidaram, e aumentos tarifários elevam custos da cadeia de suprimentos, desestimulando investimentos em eficiência.
O futuro depende de decisões regulatórias. A performance de 2026 pode depender da decisão da Suprema Corte sobre tarifas sob a IEEA, com determinante para o ritmo de impor, reduzir ou manter tarifas. Além disso, novas investigações de segurança nacional podem criar novas tarifas em setores como energia solar, engenharia aeronáutica e robótica.
Risco maior para 2026 surge com a renegociação do acordo USMCA e a possibilidade de aumento de tarifas em diversos setores na região. Executivos de logística afirmam que a complexidade regulatória deverá aumentar, exigindo ajustes contínuos nas cadeias de suprimentos. O cenário permanece incerto e sujeito a mudanças decisivas no ambiente regulatório.
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