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Um quarto dos países em desenvolvimento é mais pobre que 2019 diz Banco Mundial

Um quarto dos países em desenvolvimento está mais pobres que em 2019; o crescimento global recuou desde a Covid, afetando sobretudo a África Subsaariana

Market day at Dzaleka refugee camp in Dowa, Malawi, in 2019. The report found that many of the countries that had suffered a negative shock since then were in sub-Saharan Africa.
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  • Um quarto dos países em desenvolvimento está mais pobre do que em 2019, conforme o Banco Mundial.
  • O banco aponta choque negativo em seis anos até o fim do ano passado e uma recuperação global mais fraca desde a pandemia.
  • O crescimento das economias emergentes e em desenvolvimento deve cair de 4,2% para 4% no próximo ano.
  • A economia dos EUA é projetada em 2,1% em 2025 e 2,2% em 2026; a zona do euro deve crescer 0,9% em 2025 e 1,2% em 2026.
  • O relatório cita guerras e fome atrasando a recuperação e recomenda disciplina orçamentária aliada a liberalização de investimentos e comércio, além de investimentos em tecnologia e educação; estima-se que 1,2 bilhão de jovens com menos de 16 anos entrarão no mercado de trabalho na próxima década.

O Banco Mundial revelou que um quarto dos países em desenvolvimento está mais pobre do que era em 2019, antes da pandemia. O diagnóstico aponta um choque negativo na renda nessas nações nos seis anos até o fim de 2024, com a pobreza ainda difícil de reduzir.

O relatório aponta que o crescimento global desde a Covid-19 desacelerou, insuficiente para promover emprego e reduzir a pobreza extrema em áreas onde é mais necessário. Economias emergentes e em desenvolvimento devem avançar pouco, conforme a instituição.

Desempenho desigual: a economia mundial mostrou alguma resiliência, especialmente com a recuperação da economia dos EUA, mas os avanços devem ser modestos em 2026. A Zona do Euro aparece entre as regiões com menor ritmo de expansão.

Contexto global

As projeções indicam um crescimento global estável nos próximos dois anos, caindo de 2,7% em 2025 para 2,6% em 2026, com recuperação modesta em 2027 para 2,7%. Em 2025, a economia dos EUA deve crescer 2,1%, seguido de 2,2% em 2026, após revisões para cima.

Além dos EUA, o Banco aponta que a performance do euro está mais fraca, com expansão prevista de 0,9% em 2025 e 1,2% em 2026. A instituição manteve expectativa de que muitos países enfrentem dívida pública e privada recorde nos próximos anos.

Indermit Gill, economista-chefe do Banco, ressalta que os desempenhos ruins não são apenas fruto do acaso. Segundo ele, políticas falhas ajudam a explicar parte das quedas de renda em várias nações em desenvolvimento.

Segundo o estudo, muitos países pobres da África Subsariana e de outras regiões enfrentaram guerras e fome que atrasaram a recuperação pós-pandemia. A retomada de crescimento, quando ocorre, ainda não compensa as quedas anteriores.

Gill indica que fundamentos fiscais estáveis são básicos para crescimento sustentável. Ele afirma que, para evitar estagnação e desemprego, governos devem incentivar investimento privado, liberalizar comércio, reduzir o consumo público e investir em tecnologia e educação.

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