- As vendas no varejo do Reino Unido cresceram 1,2% em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, abaixo da média anual de 2,3%, segundo a BRC.
- Vendas de alimentação permaneceram resistentes, mas as vendas de itens não alimentares (roupas, computadores) caíram 0,3% em dezembro.
- O gasto com cartão caiu 1,7% na comparação anual em dezembro, a maior queda desde fevereiro de 2021, segundo a Barclays.
- Supermercados com desconto Aldi e Lidl tiveram desempenho recorde no Natal, com Aldi crescendo 3% e Lidl 10% nos quatro semanas até véspera de Natal; Tesco e Sainsbury’s também registraram crescimento, mas suas ações caíram.
- Vendas de mercadorias em geral continuaram fracas, com Argos registrando queda de 2,2% nas seis semanas até 3 de janeiro; varejistas enfrentam inflação de alimentos alta e competição online. Alguns varejistas enfrentam perspectivas de gestão judicial.
O Natal foi considerado desolador para o comércio varejista britânico, com vendas gerais crescendo apenas 1,2% em dezembro ante o mesmo mês de 2024, segundo a British Retail Consortium (BRC). O resultado ficou abaixo da média de 12 meses de 2,3%.
Apesar de a alimentação ter mantido firmeza, o gasto com itens não alimentares caiu, com roupas e computadores registrando queda de 0,3% em dezembro. Em comparação, houve crescimento de 4,4% no mesmo mês de 2024.
O relatório aponta que o comportamento de descontos pesados favoreceu as lojas de desconto, enquanto o consumo de varejo não alimentar permaneceu frágil na temporada. Dados de cartão de crédito da Barclays mostram queda de 1,7% em dezembro frente a dezembro de 2023.
Desempenho dos supermercados e perspectivas de preço
Os supermercados de desconto Aldi e Lidl tiveram desempenho recorde no período, com Aldi registrando +3% de vendas em quatro semanas até 24 de dezembro e Lidl, +10% até a véspera de Natal. Esses números contrastam com o recuo de outros setores de varejo.
As redes Tesco e Sainsbury’s apontaram crescimento de vendas durante o Natal. No entanto, as ações de ambas caíram fortemente na última semana, após expectativas de resultados mais fortes não se confirmarem.
Desempenho de mercadorias gerais e sinais de cautela
Vendas de itens de mercadoria geral, incluindo vestuário, jogos e joias, permaneceram fracas. Argos, dono da Sainsbury’s, divulgou queda de 2,2% nas vendas em seis semanas até 3 de janeiro, citando frentes de tendência online e maior promoção de mercado.
O grupo Associated British Foods, proprietário da Primark, viu ações recuarem cerca de 15% no ano após emitir aviso de lucro devido às vendas fracas da cadeia de moda. A queda reflete pressão de competição online com varejistas de baixo custo.
Tendências de consumo e possíveis impactos
O varejo online de baixo custo, liderado por Temu e Shein, intensifica a pressão sobre o varejo tradicional. Custos elevados e confiança do consumidor fraca continuam a influenciar as estratégias do setor, com várias redes buscando promoções para estimular as vendas.
Três varejistas—Claire’s, Original Factory Shop e LK Bennett—estão visando administrações, sinalizando dificuldades financeiras em segmentos específicos de mercado. A tendência amplia o cenário de cautela para o setor neste início de ano.
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