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Aumento de capital avança 80% em 2025; entenda as causas do boom

Aumento de capital avança 80% em 2025, impulsionado pela Bolsa em alta, juros elevados e mudanças tributárias no fim do ano

A MAM, que tem 5,07% do capital da empresa, propõe que um conselho médico substitua o atual comitê médico
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  • Em 2025, o número de empresas que fizeram aumento de capital na bolsa brasileira subiu 80,3%, de 61 para 110, totalizando valor de mercado de R$ 1,04 trilhão; 41,7% dessas empresas valem entre R$ 1 bilhão e R$ 10 bilhões.
  • O aumento de capital ocorreu num ano de bom desempenho da bolsa e juros altos, com o caixa corporativo pressionado pela política de juros de 15% ao ano.
  • As maiores operações de 2025 incluem Axia (ex-Eletrobras) com R$ 30,0 bilhões, Suzano com R$ 5,0 bilhões, Itaúsa com R$ 2,50 bilhões, Cyrela com R$ 2,49 bilhões e Prio com R$ 2,47 bilhões.
  • Diversos setores participaram, inclusive o agronegócio, com Cosan anunciando aumento de capital de R$ 10 bilhões para melhorar a estrutura de capital.
  • Motivos principais citados: reestruturação/otimização da estrutura de capital (36,6%) e capitalização de reservas/lucros (34,7%); em 2025, 64,6% das empresas registraram desempenho positivo das ações, com 27,8% das empresas alcançando até cinquenta por cento de valorização.

O aumento de capital realizado por empresas da B3 registrou 80,3% de crescimento em 2025, passando de 61 para 110 operações. O levantamento é da MZ Group e foi divulgado com exclusividade para a Forbes. O montante total das companhias alcançou R$ 1,04 trilhão, com 41,7% das suchas emissores entre R$ 1 bilhão e R$ 10 bilhões.

A virada ocorreu em um ano com bom desempenho da bolsa, que avançou 34% em 2024. As empresas aproveitaram o cenário positivo para estruturar fortemente seus capitais em meio a juros elevados e volatilidade histórica do mercado brasileiro.

Entre as razões apresentadas para as operações, destacam-se a reestruturação e otimização da estrutura de capital (36,6%) e a capitalização de reservas e lucros (34,7%). Em 2025, 64,6% das empresas tiveram ações com desempenho positivo.

Grandes operações do ano

Entre as maiores operações, destacam-se: Axia (antiga Eletrobras) com R$ 30 bilhões, por meio da capitalização de reservas com bonificação de ações; Suzano S.A. com R$ 5 bilhões, capitalizando reservas para aumento de capital; Itaúsa com R$ 2,50 bilhões, por bonificação em ações; Cyrela com R$ 2,49 bilhões, capitalizando reservas de lucros; e Prio com R$ 2,47 bilhões, captando recursos de reserva de lucros.

Setor agrícola também participou do movimento, após ciclos de baixa nas commodities. A Cosan anunciou um aumento de capital de R$ 10 bilhões para melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira.

Motivações adicionais

Segundo o estudo, parte das operações visa sinalizar ao mercado diante de mudanças tributárias iminentes. O mês de dezembro concentrou o maior número de registros na CVM em todo o ano, totalizando 60 documentos, ante a média mensal anterior de 26.

A tributação na fonte de dividendos acima de R$ 50 mil por mês passa a vigorar neste ano. Muitas empresas anteciparam proventos para manter isenções, enquanto outras optaram por emitir novas classes de ações como alternativa.

Esse tipo de aumento de capital funciona como uma opção: em cenário positivo, a empresa pode recomprar ações emitidas a valor de mercado e distribuir como ganho de capital. Em cenário negativo, pode converter ações em ordinárias.

Para o investidor, isso significa que o recebimento de dividendos pode diminuir, mas a perspectiva de valorização das ações pode aumentar ao longo do tempo, com a tesouraria da empresa atuando como compradora. Em 2026, a tributação sobre ganhos de capital passa a aplicar 15% sobre o ganho efetivo.

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