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BP prevê impacto de até US$5 bilhões em energia verde ao retomar foco em fósseis

BP prevê impairment de até US$ 5 bilhões em energia verde, reforçando foco em combustíveis fósseis, com pior desempenho de trading de petróleo e queda de preços

BP has pivoted away from green energy and back to fossil fuels such as oil and gas.
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  • A BP informou que pode reconhecer impairment de até US$ 5 bilhões em seu negócio de energia verde, ao se reconectar ao foco em combustíveis fósseis sob a nova presidência de Albert Manifold.
  • Os ajustes dizem respeito principalmente às áreas de gás e energia de baixo carbono, nos negócios de transição, e não devem impactar o lucro subjacente no fechamento do ano.
  • A empresa tem tentado vender participação na Lightsource e cancelou projetos de hidrogênio no Reino Unido, Omã e Austrália.
  • As ações chegaram a cair até 1,4% pela manhã, com a BP também sinalizando fraca performance de seu trading de petróleo no último trimestre.
  • A atualização de resultados ocorre dias após Shell alertar sobre desempenho fraco de trading, diante da queda dos preços do petróleo, com o Brent naixando perto de US$ 63,73 por barril no quarto trimestre.

BP prevê impairment de até 5 bilhões de dólares em sua área de energia verde, enquanto reforça foco em combustíveis fósseis com a nova gestão. A companhia informou que o ajuste afeta principalmente gas e unidades de energia de baixo carbono em negócios de transição, mas não deve alterar o lucro subjacente no ano fiscal.

A empresa informou, ainda, que tem buscado vender participação em Lightsource e cancelou projetos de hidrogênio no Reino Unido, Oman e Austrália. As ações da BP chegaram a cair até 1,4% pela manhã, reagindo a resultados de trading de petróleo mais fracos no último trimestre.

O movimento ocorre dias após a Shell sinalizar desempenho menor no trading diante de queda de preços do petróleo. A BP mostrou que o preço médio do Brent ficou em 63,73 dólares por barril no quarto trimestre, frente a 69,13 dólares no trimestre anterior.

Em paralelo, a BP divulgou queda de endividamento líquido, que ficou entre 22 e 23 bilhões de dólares no fim do trimestre, ante 26 bilhões no trimestre anterior. A notícia de impairment antecede os resultados anuais, que serão divulgados em fevereiro.

A companhia já havia anunciado, recentemente, a nomeação de Meg O’Neill como nova CEO, a partir de abril, tornando-se a primeira mulher a chefiar uma grande petrolífera. O’Neill substitui Murray Auchincloss, que comandou a grupo por menos de dois anos.

A BP pretende que a entrada de O’Neill fortaleça a recuperação da empresa, após reduzir a exposição a metas verdes traçadas por seu antecessor. O contexto inclui pressão para reagir a preços de óleo mais baixos e a menor rentabilidade de operações de petróleo.

Analistas comentam que os impairment podem representar uma base inicial para a gestão de O’Neill construir seus próximos passos, dadas as dificuldades atuais do setor. A avaliação de mercado também reflete o desempenho fraco da área de trading de petróleo.

Em outros movimentos do setor, a Shell informou que não concluiu a venda de ativos de gás no Mar do Norte para a Viaro Energy, em função de mudanças nas condições comerciais e de mercado desde o acordo de 2024.

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