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Demanda por voos internacionais impulsiona expansão da Airbus na LatAm, diz VP

Demanda por voos internacionais impulsiona expansão da Airbus na América Latina, com Brasil respondendo por metade da participação local e backlog de 69%

O vice-presidente da Airbus para América Latina e Caribe, Damien Sternchuss: 'A demanda pelas rotas internacionais segue em crescimento' (Foto: Empresa/Divulgação)
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  • A demanda por voos de longo curso na América Latina, especialmente no Brasil, continua alta, favorecendo encomendas de aeronaves maiores.
  • Na região, a Airbus domina o segmento single-aisle com cerca de 59% de participação, atendendo 17 clientes como Latam, Azul, Avianca e Volaris.
  • A fabricante aponta tendência de crescimento da demanda por modelos widebody, como A330 e A350, nos próximos anos, com o tráfego internacional em expansão.
  • O Brasil é o maior mercado da região para a Airbus, com 50% de participação de mercado na aviação comercial, e a empresa quer manter a liderança local.
  • Crises e consolidação do setor ajudam a entender o cenário: há perspectivas de maior oferta de assentos e crescimento da demanda em Colômbia, Chile e Argentina, com foco em ampliar produção e atendimento.

A demanda por voos internacionais de longo curso na América Latina, especialmente no Brasil, segue alta, favorecendo encomendas de aeronaves maiores. A avaliação é da Airbus, conforme declaração de Damien Sternchuss, VP para a região, em entrevista à Bloomberg Línea após evento em São Paulo.

Segundo o executivo, cerca de 90% das aeronaves em serviço na aviação comercial da região são narrow-bodies, com 100 a 250 assentos, ideais para rotas locais e regionais. A fatia de widebodies permanece pequena, mas há expectativa de crescimento.

Na América Latina e no Caribe, a participação da Airbus no segmento single-aisle é de 59%. Sternchuss aponta que a demanda por modelos maiores, como A330 e A350, deve avançar nos próximos anos pela necessidade de voos internacionais em expansão.

A líder fabricante mantém atendimento a 17 clientes na região, entre eles Latam, Azul, Avianca e Volaris. A expectativa é que o tráfego de passageiros dobre nas próximas duas décadas, abrindo oportunidades em curtas, médias e longas distâncias.

Crescimento no Brasil e acesso regional

Do backlog da região, a Airbus responde por 69% do total, frente a 20% da Boeing e 11% da Embraer, segundo o executivo. No Brasil, a fabricante detém 50% de market share na aviação comercial e pretende ampliar atuação local.

O país é apresentado como principal mercado da região para a Airbus, seguido do México, onde o crescimento é puxado por companhias de baixo custo, com demanda por A320 e A321.

Além do Brasil, a Colômbia e o Chile aparecem como mercados em crescimento, conforme Sternchuss. Na Argentina, a JetSmart já amplia operações com a família A320, destacando o A321.

Desafios de oferta e consolidação

Para o setor, o principal desafio é ampliar a oferta de assentos com resilência, aumentando a capacidade de produção dos fabricantes. A notícia aponta a necessidade de ampliar escala para atender a demanda futura.

O VP ressaltou ainda um movimento de consolidação no setor, observado globalmente nas últimas duas décadas, que pode seguir na América Latina diante de pressões por eficiência e competitividade.

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