- O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, vai receber o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede da PF em Brasília, em reunião descrita como tratar de assuntos institucionais.
- O encontro ocorre em meio às investigações sobre o escândalo financeiro do Banco Master, envolvendo captação de recursos, aplicação em fundos e desvio para o patrimônio de Daniel Vorcaro e parentes.
- O Banco Central determinou a liquidação do Master, e o BC tem sido alvo de pressões e ataques nas redes sociais; a reunião é vista como demonstração de apoio da PF.
- A segunda fase da Operação Compliance Zero apura fraudes no banco de Vorcaro, com mandados em São Paulo (Avenida Faria Lima) e nos estados Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
- Entre os investigados estão Nelson Tanure e João Carlos Mansur; a PF também apreendeu bens como carros importados e relógios de luxo, com Dias Toffoli autorizando o acautelamento dos itens para o STF.
Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Federal recebeu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na sede da PF em Brasília. O encontro com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, foi marcado como uma reunião institucional entre as duas autoridades.
A reunião ocorre em meio às investigações sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, que têm ganhado repercussão entre as instituições de Brasília. O BC determinou a liquidação do Master, após pressão pública nas redes sociais.
Segundo apuração da TV Globo, o objetivo declarado do encontro é demonstrar apoio institucional do BC à PF, no contexto dos desdobramentos do caso Master. A agenda registra o encontro como tratativas de assuntos institucionais.
Operação em andamento
Nesta quarta, a PF realizou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes financeiras ligadas ao banco de Daniel Vorcaro. Mandados foram cumpridos em São Paulo e em outros estados.
Os alvos incluem Vorcaro e parentes, com buscas em endereços na Avenida Faria Lima, além de residências de familiares. Também estão sob investigação Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos.
Estados atingidos pela operação incluem Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, com desdobramentos de captação, aplicação em fundos e desvio para patrimônio pessoal.
Autorização do STF
A ação desta quarta foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, que criticou a lentidão da PF no cumprimento de ordens judiciais. Determinou o encaminhamento de bens apreendidos ao STF e lacre definitivo.
O despacho também orienta que os itens sejam acautelados na sede do STF até nova determinação. Investigadores da PF destacaram que a perícia poderá ocorrer apenas após nova autorização.
A PF realizou a apreensão de bens como carros importados e relógios de luxo em endereços ligados aos investigados, com o objetivo de preservar provas relevantes para o caso Master.
Neste contexto, o BC segue acompanhando os desdobramentos das apurações, enquanto a PF avança com a segunda fase da operação, em busca de apurar fraudes e o fluxo de recursos envolvidos.
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