- Entre 19 e 31 de dezembro, o e-commerce brasileiro faturou R$ 10,8 bilhões, alta de 18,7% frente a 2024, com mais pedidos e tíquete médio de R$ 290,30 (-3,1%).
- Na semana do Natal (19 a 25 de dezembro), o e-commerce movimentou R$ 5,9 bilhões, crescimento de 14,2%, e o tíquete médio caiu 7,9%.
- No pós-Natal (26 a 31 de dezembro), o faturamento chegou a R$ 4,8 bilhões, alta de 24,8%, e o tíquete médio subiu 3,4%, para R$ 305.
- O preço médio dos produtos aumentou 5,7%, chegando a R$ 147,30, indicando recomposição de preços após o ciclo de descontos.
- Segmentos com alta impulsionada pelo clima e reposição de bens duráveis: aparelhos de ar-condicionado (+284%, para R$ 433 milhões) e refrigeradores (+38,5%).
O e-commerce brasileiro encerrou o Natal com faturamento expressivo, impulsionado por mais pedidos, mesmo com tíquete médio em queda. Entre 19 e 31 de dezembro, as vendas online totaledam R$ 10,8 bilhões, alta de 18,7% ante o mesmo período de 2024, segundo a Confi Neotrust, que acompanha cerca de 7 mil lojas virtuais. O maior número de compras veio com descontos e conveniência de compra.
O tíquete médio ficou em R$ 290,30, queda de 3,1%. A leitura é de que o crescimento ocorreu pelo volume de vendas, enquanto o valor gasto por compra foi pressionado pela estratégia de preço baixo. O cenário aponta para uma reorganização do consumo digital no fim de ano.
Durante a semana do Natal, de 19 a 25 de dezembro, o e-commerce movimentou R$ 5,9 bilhões, alta de 14,2% frente a 2023. Ainda assim, o tíquete médio caiu 7,9%, sugerindo concentração de compras em promoções. O varejo físico teve desempenho mais contido.
Pós-Natal impulsiona preços no e-commerce
Entre 26 e 31 de dezembro, o e-commerce acelerou novamente, com faturamento de R$ 4,8 bilhões, alta de 24,8% ante o mesmo período de 2024. O tíquete médio subiu 3,4%, para R$ 305, e o preço médio dos produtos subiu 5,7%, para R$ 147,30. A leitura é de recomposição de preços após o ciclo de descontos do Natal.
Esse cenário indica que, no fim do ano, houve maior reposição de bens duráveis e ajuste de preço, ainda sob efeito de promoções passadas. Alguns setores responderam de forma mais expressiva às condições sazonais e comerciais.
Clima pesa nas categorias
Com o calor, serviços e eletrodomésticos ganharam importância. Vendas de aparelhos de ar-condicionado avançaram 284%, totalizando R$ 433 milhões. O segmento de refrigeradores também mostrou alta de 38,5% no mesmo período. Dados reforçam a influência do clima na demanda por itens duráveis e o papel das estratégias comerciais.
Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank, afirma que o crescimento do e-commerce não significa gasto maior: o consumidor atua de forma mais racional e sensível a preço. O aumento de pedidos com tíquete menor revela uma compra com vantagem clara, segundo ele. A logística, a experiência de compra e a personalização devem ganhar relevância para fidelização e margens no futuro.
Os números do fim de ano indicam que o e-commerce continua sendo canal relevante do varejo brasileiro, sustentado por volume, promoções e decisões de compra mais calculadas pelas famílias.
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