- A Mantra anunciou uma reestruturação com cortes de pessoal e mudança para um modelo operacional mais enxuto para 2026, visando estabilizar custos e prioridades diante do mercado.
- As demissões atingem várias equipes, como desenvolvimento de negócios, marketing, RH e suporte, em meio à necessidade de alinhar gastos à realidade de curto prazo.
- A medida busca execução disciplinada, redução de recursos e eficiência de capital para prolongar a trajetória da empresa e sustentar o RWA (ativos do mundo real) dentro de sua infraestrutura.
- Em abril de 2025, o token OM caiu de aproximadamente $6,30 para abaixo de $0,50, apagando mais de US$ 6 bilhões em valor de mercado em 24 horas; a empresa atribuiu o crash a liquidações forçadas por um grande detentor em uma exchange centralizada.
- Após a queda, Mullin anunciou que seriam queimados 150 milhões de OM alocados a ele no genesis, além de programa de recompra de tokens e um painel público de tokenômica, enquanto houve disputa pública com a exchange OKX sobre migração do token; a reestruturação amplia o foco na execução e na sustentabilidade.
Mantra anunciou uma reestruturação após um dos períodos mais difíceis de sua história. A empresa reduzirá a força de trabalho e adotará um modelo operacional mais enxuto em 2026, em decréscimo de demanda de mercado e pressões sobre custos.
A decisão foi comunicada pelo CEO e cofundador John Patrick Mullin. Segundo ele, cortes atingirão equipes de desenvolvimento de negócios, marketing, RH e suporte, entre outras áreas críticas para o crescimento anterior.
O movimento ocorre após um ano de expansão agressiva, queda brutal do token OM e um longo recuo do mercado de ativos tokenizados, que levou a empresa a recalibrar prioridades e o peso de seus gastos.
Novo rumo operacional
Mullin afirmou que a reestruturação visa alinhar despesas a a realidade de curto prazo, tornando o custo base sustentável mesmo diante das condições de mercado. A empresa pretende focar em execução disciplinada e eficiência de capital.
Antes, as perspectivas de 2024 e 2025 incluíam ampliação de infraestrutura de ativos do mundo real, cadeia e ecossistema, posicionando o projeto entre as principais Layer-1 de ativos tokenizados.
A queda do OM teve impacto significativo. Em abril de 2025, o token caiu de cerca de US$ 6,30 para menos de US$ 0,50 em fim de semana de baixa liquidez, eliminando mais de US$ 6 bilhões em capitalização em 24 horas.
Ajustes pós-crise
Após o colapso, Mullin anunciou que burrões de até 150 milhões de OM seriam queimados, com o processo de desbloqueio concluído em abril de 2025. Um programa de recompra de tokens e um painel público de tokenômica foram implementados.
Mais adiante, a disputa com a exchange OKX sobre a migração de OM aumentou a incerteza entre os detentores. Mullin acusou a exchange de divulgar datas incorretas e pediu que usuários retirem tokens apenas pelos canais oficiais.
A reestruturação, segundo o CEO, busca estender a autonomia financeira da Mantra e reorientar a empresa para a execução, acelerando entregas e buscando sustentabilidade e lucratividade.
A administração mantém o compromisso com a estratégia de ativos do mundo real, esperando que uma estrutura mais enxuta posicione a empresa para enfrentar volatilidade do mercado e avançar na próxima fase da adoção cripto.
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