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Saks entra em Chapter 11 devendo US$ 225 milhões a Chanel, Kering e LVMH

Atrasos a grifes de luxo levaram a Saks ao Chapter 11, com US$ 225 milhões de dívidas a Chanel, Kering e LVMH, pressionando a reestruturação do varejo de luxo

Chanel é a principal credora da Saks, com US$ 136 milhões a receber
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  • A Saks Global Enterprises entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11 após atrasos nos pagamentos a grifes de luxo, como Chanel e Kering, o que ajudou a acelerar o declínio da varejista.
  • No total, Chanel deve US$ 136 milhões; Kering, cerca de US$ 60 milhões; outras credoras incluem Capri Holdings, Mayhoola, LVMH e Richemont, com reivindicações próximas de US$ 30 milhões cada.
  • As remessas foram reduzidas ou canceladas nos últimos meses, deixando lojas como Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman com aparência menos luxuosa.
  • O CEO Geoffroy van Raemdonck planeja reter marcas parceiras para manter o fluxo de mercadorias durante a reestruturação; as lojas devem permanecer abertas durante o processo.
  • A Saks enfrenta dívida elevada após a aquisição do Neiman Marcus Group em dezembro de 2024 e atrasos nos pagamentos contribuíram para a deterioração financeira, com alguns fornecedores já buscando alternativas.

A Saks Global Enterprises entrou com pedido de falência sob o Capítulo 11 no Texas na madrugada desta quarta-feira, 14. A medida ocorre após atrasos nos pagamentos a marcas de luxo, que reduziram remessas e cancelaram pedidos, deixando as lojas com aparência menos luxuosa. A ação visa reestruturar as dívidas e manter lojas abertas.

De acordo com os documentos judiciais, a Chanel lidera as dívidas, com cerca de US$ 136 milhões. Em seguida, a Kering, dona de Gucci e Balenciaga, possuía aproximadamente US$ 60 milhões. Outras credoras incluem Capri Holdings, Mayhoola, LVMH e Richemont, com reivindicações individuais de US$ 30 milhões ou mais.

As dívidas não garantidas envolvem fornecedores de mercadorias e serviços, cuja recuperação depende da liquidez resultante da reestruturação. A Saks informou que pretende efetuar pagamentos futuros a fornecedores, enquanto mantém operações em Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman.

O novo CEO Geoffroy van Raemdonck assume o desafio de manter o fluxo de mercadorias enquanto a empresa trabalha para tornar-se lucrativa após o processo de reorganização. A gestão ressalta que os credores não garantidos costumam ser pagos somente após a recuperação financeira.

Analistas destacam que mantê-lo ativo depende de generosas remessas das grifes, fundamentais para reequilibrar inventário e manter o segmento de luxo nas lojas. A crise acelerou-se com inadimplência de vários fornecedores que, em alguns casos, passaram a exigir condições mais onerosas.

A Saks enfrentou problemas anteriores à concordata, incluindo atraso de pagamentos às marcas já antes da aquisição do Neiman Marcus Group pela controladora em 2024. A transação, financiada por títulos, ampliou as dificuldades de caixa e atrasos persistiram.

Alguns fornecedores já avaliaram alternativas, como vender mercadorias em outros canais, caso não recebam. Em meio à crise, houve ações judiciais de marcas cobrando dívidas de valores relativos a mercadorias entregues.

A Saks afirma manter as operações e planeja seguir, com foco na reestruturação financeira e na estabilização de seus estoques, visando retomar a confiança de marcas e consumidores. O desfecho depende da evolução do processo de Chapter 11.

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