- A Saks Global, controladora da Saks Fifth Avenue, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) nos EUA para reorganizar dívidas e buscar um comprador.
- A varejista informou que lojas permaneceriam abertas por enquanto, após finalizar um financiamento de US$ 1,75 bilhão e nomear um novo diretor executivo.
- Geoffroy van Raemdonck, ex-CEO da Neiman Marcus, substituirá Richard Baker, e Darcy Penick e Lana Todorovich foram nomeadas, respectivamente, diretora comercial e diretora de parcerias globais de marcas da Saks Global.
- A crise é atribuída a dificuldades desde a pandemia, com aumento da concorrência online e maior venda direta pelas marcas, impactando marcas como Chanel, Kering e LVMH entre credores.
- O andamento do processo pode levar a venda estratégica, liquidação de ativos ou fechamento de lojas, com o futuro da Saks Global ainda incerto nas próximas semanas.
A Saks Global, controladora das redes Saks Fifth Avenue, Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, pediu recuperação judicial nos EUA, no âmbito do Chapter 11. A empresa busca reorganizar dívidas, manter operações e encontrar um eventual comprador. A medida ocorreu após queda de caixa e dificuldade para levantar financiamento.
A varejista afirma que lojas permanecerão abertas por ora. O pacote de financiamento de US$ 1,75 bilhão foi apresentado junto ao pedido, com mudança de comando no topo. Geoffroy van Raemdonck assume a presidência, substituindo Richard Baker, responsável pela estratégia de aquisições.
Darcy Penick e Lana Todorovich, ex-executivas da Neiman Marcus, foram indicadas para cargos na Saks Global: diretora comercial e diretora de parcerias de marcas, respectivamente. A transição acontece enquanto a empresa negocia com credores e fornecedores.
Contexto financeiro
A Saks vinha enfrentando dificuldades desde a pandemia, com competição crescente de lojas online e maior autonomia de marcas. A empresa consolidou ativos de luxo sob a Saks Global após a aquisição da Neiman Marcus por US$ 2,7 bilhões, em 2024, promovida por Baker.
O acordo envolveu cerca de US$ 2 bilhões em financiamento de dívida e aporte de capital de investidores, incluindo Amazon, Salesforce e Authentic Brands. Os nomes aparecem como investidores de capital no processo judicial.
A Saks lutava para obter um empréstimo Debtor In Possession (DIP) de US$ 1 bilhão, importante para manter operações durante a recuperação. Sem esse financiamento, um possível Chapter 7 seria considerado pelas autoridades.
Entre os credores, destacam-se Chanel, com dívida de cerca de US$ 136 milhões, e Kering, detentora da Gucci, com US$ 60 milhões. A LVMH aparece como credor sem garantia, com US$ 26 milhões, segundo o processo.
Cenário e próximos passos
A Saks Global estima between 10.001 e 25.000 credores. A falência era vista como provável após a empresa não pagar juros de debenturistas no fim de dezembro. O que ocorrerá com as quase 200 unidades, entre lojas Saks, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman, ainda não está definido.
Possíveis desfechos incluem venda estratégica de ativos ou liquidação parcial. Outra possibilidade é a reorganização sob gestão de um novo investidor, mantendo parte dos negócios online ou fechando lojas físicas, conforme o andamento do processo de falência.
O futuro da Saks Global dependerá das negociações com credores, investidores e potenciais compradores nas próximas semanas, durante o processo de recuperação judicial. O grupo não divulgou novas datas para conclusão das tratativas.
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