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Fundador deixou a Reag durante investigações; quem controla hoje a gestora

Banco Central liquida extrajudicialmente a CBSF DTVM, antiga Reag, após desmonte e investigações envolvendo o fundador; controle passa para Arandu Partners

Banco Central (BC) decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos — Foto: Reprodução/Instagram
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  • O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, novo nome da Reag Trust DTVM, por descumprimento de regras legais e prudenciais.
  • O fundador e então presidente do conselho da Reag, João Carlos Falbo Mansur, deixou a empresa em setembro do ano passado, durante as investigações da PF.
  • Em setembro de 2025, a Arandu Partners passou a controlar a Reag Investimentos, com Mansur deixando a administração; a gestora opera no Brasil sob o ticker ARND3 desde dezembro de 2025.
  • O BC informou que os cotistas dos fundos administrados pela Reag terão os ativos segregados; o liquidante deve convocar assembleia para transferir os recursos, com resgates e aplicações congelados.
  • A Reag aparece em investigações da Operação Compliance Zero, ligada a suposto esquema de fraudes no Banco Master, além de ligação com a Operação Carbono Oculto de lavagem de dinheiro do PCC.

O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, atual nome da Reag Trust DTVM. A medida, anunciada nesta quinta-feira, mira a gestão de fundos do grupo Reag Investimentos. A decisão ocorreu no contexto de investigações em andamento pela PF.

O fundador e ex-presidente do conselho da Reag, João Carlos Falbo Mansur, já havia deixado a empresa em setembro, em meio ao avanço das apurações. A liquidação envolve a administradora responsável por fundos sob fiscalização do BC, considerada parte do complexo grupo Reag.

Segundo o BC, a CBSF DTVM descumpriu regras legais e prudenciais, comprometendo a operação segura e conforme a lei. A Reag é alvo de duas frentes da PF, incluindo o caso ligado ao Banco Master.

Desmonte da Reag

Em setembro de 2025, a Reag Capital Holding deixou de ser companhia aberta e saiu da bolsa, com base em investigações da PF sobre suposto uso da empresa em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. O registro na CVM foi cancelado em outubro de 2025, transformando a holding em empresa de capital fechado.

Venda do controle para a Arandu Partners

Ainda em 2025, Mansur vendeu o controle da Reag Investimentos para a Arandu Partners Holding S.A., que passou a controlar cerca de 87,38% do capital, em operação estimada em 100 milhões de reais. A transação foi comunicada à CVM, e a Arandu assumiu a gestão da Reag Investimentos a partir de dezembro de 2025.

Efeitos da liquidação da CBSF DTVM

O liquidante nomeado pelo BC deverá convocar assembleia para transferir os fundos para outra administradora. Enquanto isso, resgates e aplicações ficam congelados. O BC classificou a CBSF DTVM no segmento S4, indicando menor porte e isenção de contágio a outras instituições.

Suposto envolvimento com o Banco Master

A Reag é investigada na Operação Compliance Zero, que apura esquema de fraudes no Banco Master. A PF analisa se a gestora ajudava a estruturar fundos usados em operações atípicas, com objetivo de inflar resultados e ocultar riscos. Mansur figura entre os alvos de buscas.

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