- A Coinbase começou a liberar negociação de ações para um grupo restrito de usuários, buscando operar como uma plataforma que reúne criptomoedas, ações e mercados alternativos.
- A empresa usa a Apex Fintech Solutions para as operações de ações, com planos de ampliar o acesso a todos os clientes nas próximas semanas.
- O chefe executivo, Brian Armstrong, disse que as ações tokenizadas ainda são um objetivo a alguns anos, devido à necessidade de coordenação com a SEC.
- A Coinbase pretende lançar os produtos de ações internamente, sem parceiros externos, diferentemente de Robinhood e Kraken que já oferecem ações tokenizadas em algumas jurisdições.
- O avanço ocorre em meio a atritos regulatórios sobre propostas de estrutura de mercado de cripto, incluindo críticas a um possível projeto de lei que poderia afetar ações tokenizadas e ganhos com stablecoins.
Coinbase começou a liberar operações de ações para um grupo restrito de usuários, como parte da estratégia de se tornar uma plataforma única que reúna cripto, ações e mercados alternativos. A iniciativa coloca a empresa frente a tradicionais corretoras e a rival Robinhood, que já oferece mescla de ações e cripto.
O objetivo é ampliar serviços dentro da mesma plataforma, mantendo o foco em experiências de usuário integradas. A empresa afirmou que pretende ampliar o acesso aos clientes nos próximos dias, mantendo o ritmo de expansão gradual.
A Coinbase utiliza a Apex Fintech Solutions para a infraestrutura de back-end das operações com ações, com planos de abrir o acesso a todos os clientes em breve. A empresa sinaliza que ações totalmente tokenizadas devem demorar anos para entrar em vigor.
Avanço para ativos tokenizados
O fundador e CEO, Brian Armstrong, disse que o principal destaque pode ser um ativo tokenizado que represente a ação de forma 1 a 1, com direitos como dividendos e voto ainda em discussão regulatória. A previsão é de início gradual, com empresas novas primeiro.
A expansão ocorre num cenário em que o volume mensal de transferências de ações tokenizadas vem aumentando, conforme dados da plataforma de métricas. A Coinbase pretende emitir esses produtos internamente, sem depender de parceiros externos.
Contexto regulatório e visão de futuro
Armstrong tem به delineado prioridades para 2026, entre elas manter a Coinbase como principal app financeiro, ampliar stablecoins e pagamentos e levar usuários para a blockchain por meio de ferramentas para desenvolvedores, da Base e de apps de consumo.
No entorno regulatório, surgem atritos após a retirada de apoio a um projeto de estrutura de mercado de criptomoedas no Senado, com críticas a um eventual projeto de lei que poderia restringir ações tokenizadas e recompensas de stablecoins. As negociações seguem em curso.
Apesar das controvérsias, a Coinbase permanece otimista. Analistas indicam que avanços regulatórios mais claros devem favorecer a participação institucional, o que pode acelerar prazos de aprovação de produtos como ETFs e maior integração de ativos tokenizados.
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