- YouTubers estão diversificando a renda, criando marcas próprias ligadas a cozinha, alimentos, cosméticos, brinquedos e roupas para reduzir a dependência de anúncios.
- MrBeast, com 442 milhões de inscritos, lançou a marca Feastables e faturou US$ 250 milhões, com lucro superior a US$ 20 milhões em 2024; ele também desenvolve apps e outras marcas.
- Emma Chamberlain, hoje com 12 milhões de inscritos, criou a Chamberlain Coffee, que faturou US$ 20 milhões em 2023 e projeta US$ 33 milhões em 2025, buscando lucratividade até 2026.
- Logan Paul, criador de 23,6 milhões de inscritos e cofundador da Prime, teve faturamento de US$ 1,2 bilhão em 2023, mas enfrenta queda de vendas no Reino Unido em 2024 e ações legais.
- O movimento ocorre em meio à busca por independência dos algoritmos do YouTube, com IA generativa e automação de vídeos ampliando a importância de transformar audiência em negócios duradouros.
Desde o início do YouTube, criadores viram a audiência como fonte de renda. Hoje, muitos têm buscado marcas próprias para reduzir a dependência de anúncios e políticas da plataforma.
Entre os casos mais emblemáticos está MrBeast, com 442 milhões de inscritos. A Feastables é a marca de snacks que já faturou US$ 250 milhões e teve lucro acima de US$ 20 milhões em 2024.
Emma Chamberlain, com 12 milhões de inscritos, criou a Chamberlain Coffee. A empresa registrou US$ 20 milhões em receita em 2023 e estima crescer mais de 50% em 2025, chegando a US$ 33 milhões.
Logan Paul, dono de 23,6 milhões de inscritos, cofundou a Prime, bebida que gerou US$ 1,2 bilhão em 2023, embora tenha enfrentado queda de vendas e críticas por cafeína alta. Em 2024, Reino Unido mostrou redução de receita de 70%.
Outros influenciadores também caminham nessa direção, explorando linhas de produtos ligadas a cozinha, cosméticos, brinquedos e roupas. O movimento ocorre em meio a avanços de IA e maior automação na produção de vídeos.
A estratégia visa tornar negócios menos vulneráveis a algoritmos e a mudanças nas políticas da plataforma. Produtores procuram transformar a base de fãs construída no YouTube em receita contínua, com marcas próprias e novas plataformas.
Diversificação e perspectivas
A isso se soma o desenvolvimento de aplicativos e serviços conectados às marcas, além de oportunidades em licenciamentos e parcerias. A tendência é de que novos influenciadores sigam esse modelo de monetização direta.
Especialistas ressaltam que o desafio é manter consistência de produto, qualidade e comunicação com o público. O objetivo é sustentar crescimento sem depender exclusivamente de anúncios.
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