- Deputados trabalhistas pedem ampliar as cooperativas de crédito no Reino Unido para oferecer crédito mais barato a milhões de pessoas de baixa renda, sugerindo mudanças no projeto de inclusão financeira.
- A iniciativa coincide com as comemorações do 10º aniversário das cooperativas de crédito militares britânicas, apoiadas pela rainha consorte, apresentando uma alternativa ética aos credores de alto custo.
- A proposta prevê que cada associação habitacional promova a filiação de inquilinos às cooperativas de crédito e aos seus serviços.
- Também envolve conceder às cooperativas acesso ao programa Help to Save, que concede bônus de 50 pence por cada libra poupada, hoje disponível apenas em credores tradicionais.
- Os signatários incluem presidentes de comissões e deputados, citando crescimento de 9% na filiação desde 2020, com mais de 1,5 milhão de membros e quase £5 bilhões em empréstimos.
A group of Labour MPs pediu ao chanceler Rachel Reeves que autorize uma expansão ampla das cooperativas de crédito no Reino Unido. A medida visa ampliar o acesso a crédito barato para milhões de pessoas com renda baixa, em meio a pressões da crise do custo de vida.
A provocação ocorre no momento em que se celebra o décimo aniversário das credit unions militares, apoiadas pela rainha consorte Camilla. Elas são apresentadas como alternativa ética e acessível aos financiadores de alto custo para o militar.
Entre os signatários estão presidentes de comissões parlamentares e deputados de atuação ampla. A carta foi enviada a Reeves, obtida pelo Guardian, pedindo que o projeto de inclusão financeira inclua uma obrigação para associações de habitação promover a filiação a credit unions.
Propostas para expansão
Os deputados pedem que o governo permita que credit unions participem do programa Help to Save, que devolve 50p para cada £1 poupado por pessoas de baixa renda. Hoje, o benefício é oferecido por instituições tradicionais de crédito.
Segundo os signatários, desde 2010 várias oportunidades de expansão não foram aproveitadas. Eles citam a necessidade de investir em comunidades, o combate à atuação de usurários e a retirada de bancos de ruas menos favorecidas.
Dados recentes indicam que a filiação a credit unions cresceu 9% entre 2020 e 2025, somando mais de 1,5 milhão de membros. Os empréstimos em aberto totalizam quase £5 bilhões, com quase metade dessa dívida concentrada na Irlanda do Norte.
Gareth Thomas, deputado de Harrow West e signatário, elogia o modelo militar norte-americano como referência para as três credit unions militares do Reino Unido: Serve and Protect, First Defence Finance e Forces Finance.
Contexto institucional
A iniciativa também sugere que a Autoridade de Regulação Prudencial (PRA) flexibilize regras entre asociaciones de crédito para facilitar empréstimos entre si. A ideia é ampliar serviços financeiros oferecidos pelas cooperativas sem comprometer a segurança financeira.
Entre os apoiadores da carta estão Tan Dhesi, presidente da comissão de defesa; Liam Byrne, da comissão de negócios e comércio; e Andy Slaughter, da comissão de justiça. Outros signatários incluem Stella Creasy, Kate Osborne, Matt Western e Nadia Whittome.
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