- Marc-Alexis Côté, ex‑chefe da série Assassin’s Creed, entrou com ação contra a Ubisoft por suposta demissão indireta, buscando quase 1 milhão de dólares.
- A ação foi ajuizada na Superior Court of Quebec, pedindo 1,3 milhão de dólares canadenses em danos e pedido de rescisão de cláusula de não competição.
- Segundo a reportagem, Côté foi demitido do cargo de liderança da franquia após a criação da posição de chefe de franquia, com sede na França, o que exigiria mudança de país.
- Ele afirmou ter sido oferecido um novo cargo e rejeitado, solicitando sua rescisão; a Ubisoft anunciou publicamente a saída “voluntária” no dia seguinte.
- O processo ocorre perto do aniversário de um ano de Assassin’s Creed Shadows, e a empresa tem reestruturado o desenvolvimento, com ciclos mais longos e a criação da subsidiária Vantage Studios.
Marc-Alexis Côté, ex-diretor da franquia Assassin’s Creed, moveu uma ação contra a Ubisoft na Justiça de Quebec, alegando demissão por meio de pressão interna. O processo, protocolado recentemente, aponta danos de cerca de 1,3 milhão de dólares canadenses e questiona a retirada dele do comando do maior título da empresa.
Na queixa, o veterano de 20 anos na Ubisoft descreve um encontro no verão de 2025, quando passou a não ocupar mais a liderança de Assassin’s Creed. Segundo o texto, a empresa planejava realocar o cargo para outra estrutura, com sede na França, o que dificultaria a continuidade de Côté no posto sem mudança de residência.
A ação sustenta ainda que a Ubisoft ofereceu um novo cargo de liderança de produção de franquia ou um papel ligado a uma “Creative House” menor. Ao recusar as propostas, o requerente afirma ter recebido a demissão tentada de forma abrupta, com anúncio público do abandono do posto no dia seguinte.
Segundo o processo, a mudança fazia parte de uma reestruturação iniciada com a criação da subsidiária Vantage Studios, com financiamento da Tencent. A unidade abriga franquias como Rainbow Six Siege, Far Cry e Assassin’s Creed, sob a liderança de Christophe Derennes e do filho do CEO, Charlie Guillemot.
Côté era diretamente subordinado a Yves Guillemot antes da reestruturação. O boletim legal indica que, caso a mudança de função se confirme, haveria restrições de atuação para o ex-funcionário, incluindo uma cláusula de não competição que ele busca romper para seguir na indústria.
A ação verifica ainda que o lançamento de Assassin’s Creed Shadows, próximo de completar um ano, marca o último título em que Côté atuou na direção da série. O jogo saiu com atraso, após um período de silêncio entre lançamentos da franquia.
A Ubisoft e Côté ainda não se manifestaram oficialmente sobre o caso. O desdobramento da demanda poderá envolver análise de condições contratuais, da validade da demissão e do alcance da não competição, além de possíveis impactos na gestão da franquia Assassin’s Creed.
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