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Indústria de alimentos celebra acordo Mercosul-UE e espera mais investimentos

ABIA aposta na previsibilidade regulatória do acordo Mercosul-UE para ampliar exportações, investimentos e empregos no setor de alimentos

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  • A ABIA vê o acordo entre Mercosul e União Europeia como caminho para ampliar investimentos, fortalecer a segurança alimentar e aumentar o valor agregado da produção brasileira, com maior previsibilidade regulatória.
  • A associação afirma que a integração amplia o acesso a mercados de alto poder aquisitivo e com exigências sanitárias e técnicas rigorosas, favorecendo a diferenciação de produtos.
  • Projeções indicam que as exportações brasileiras de alimentos industrializados para a UE podem crescer entre um por cento e dois por cento no curto prazo, entre três por cento e cinco por cento no médio prazo e entre seis por cento e oito por cento no longo prazo, com increments entre R$ 400 milhões e R$ 3,5 bilhões ao ano.
  • O acordo pode sustentar de três mil a trinta mil empregos diretos e indiretos ao longo do tempo, com ampliação de investimentos, ganhos de produtividade e maior agregação de valor.
  • Em 2024, o setor faturou cerca de R$ 1,27 trilhão e empregou 2,1 milhões de pessoas; em 2025, as exportações totalizaram US$ 66,8 bilhões, sendo US$ 8,7 bilhões destinados à União Europeia.

A ABIA, associação que representa as principais empresas do setor de alimentos, avalia que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar investimentos, fortalecer a segurança alimentar e elevar o valor agregado da produção brasileira. A previsibilidade regulatória é apontada como o principal ganho para decisões de médio e longo prazo da indústria.

Segundo a ABIA, a integração entre os blocos amplia o acesso a mercados com maior poder aquisitivo e padrões sanitários rigorosos. Esse cenário favorece a diferenciação de produtos e a inserção brasileira em segmentos mais sofisticados, mesmo em um ambiente global com barreiras comerciais e instabilidade geopolítica.

Projeções setoriais indicam crescimento das exportações brasileiras de alimentos industrializados para a UE, com 1% a 2% no curto prazo, 3% a 5% no médio e 6% a 8% no longo prazo. Os incrementos anuais estimados variam entre R$ 400 milhões e R$ 3,5 bilhões.

O acordo pode sustentar entre 3 mil e 30 mil empregos diretos e indiretos ao longo do tempo, justamente pela expansão de investimentos, melhoria de produtividade e maior agregação de valor nas cadeias produtivas do setor.

Perspectivas para o setor

A indústria de alimentos é um dos pilares da economia brasileira, com faturamento estimado em R$ 1,27 trilhão em 2024 (10,8% do PIB) e cerca de 2,1 milhões de empregos formais. O setor processa aproximadamente 62% da produção agropecuária do país.

Em 2025, as exportações do setor totalizaram US$ 66,8 bilhões, dos quais US$ 8,7 bilhões tiveram destino à União Europeia, destacando a relevância do acordo para o desempenho brasileiro no comércio exterior. O texto indica uma agenda de maior previsibilidade regulatória para operações entre os blocos.

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