- A Receita de Aduanas da Coreia do Sul desmantelou um esquema criminoso que movimentou quase 150 bilhões de won em criptomoedas por lavagem de dinheiro, no período entre 2021 e 2025. ($101,7 milhões)
- Três nacionais chineses foram detidos por violar a lei de transações cambiais, conforme a investigação da Receita de Aduanas.
- Os criminosos compravam ativos virtuais de vários países para driblar o monitoramento de autoridades financeiras, segundo a autoridade.
- Os criptoativos eram transferidos para carteiras digitais na Coreia do Sul e convertidos em won, com recursos provenientes de depósitos via WeChat Pay e Alipay.
- A Coreia do Sul vem reforçando a supervisão de criptoativas; em 2025 foram registradas 36.684 transações suspeitas até agosto, conforme a Receita de Aduanas.
A Alfândega da Coreia do Sul desmantelou uma quadrilha que movimentava cerca de 150 bilhões de won (em torno de US$ 101,7 milhões) em ativos digitais por meio de um esquema de lavagem de dinheiro. Detidos respondem por violação à lei de transações no exterior, conforme informou o Serviço de Alfândega da Coreia (KCS). O período investigado vai de setembro de 2021 a junho de 2025, com exploração de contas de criptomoedas nacionais e internacionais.
Segundo a KCS, os criminosos recebiam depósitos de clientes via WeChat Pay e Alipay para lavar recursos e, em seguida, adquiriam ativos virtuais de vários países com o objetivo de burlar a fiscalização. Os criptoativos eram transferidos para carteiras digitais na Coreia do Sul e convertidos em won.
As autoridades apontam que as transações envolviam ainda a movimentação de taxas comerciais, gratuidades de compras alfandegárias, recursos de estudo no exterior e remessas não claras. Parte dos recursos foi registrada como despesas legítimas, como custos médicos no exterior.
Medidas de fiscalização e contexto regulatório
A Coreia do Sul tem acelerado medidas para tornar-se um polo global de criptomoedas, mantendo vigilância mais apertada sobre transferências abaixo de 1 milhão de won. A iniciativa visa fechar lacunas regulatórias e aumentar a identificação de operações suspeitas.
Em 2025, o país reportou um registro de 36.684 operações suspeitas de criptomoedas entre janeiro e agosto, segundo dados de representantes da Assembleia Nacional e da KCS. A cifra supera a soma dos dois anos anteriores, sinalizando maior escrutínio do setor.
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