- Exportações brasileiras de café atingiram recorde de US$ 15,6 bilhões (R$ 83,6 bi) em 2025, mesmo com queda de quase 21% no volume, para 40 milhões de sacas de 60 quilos.
- Em dezembro, as exportações de café verde caíram 18,4% em relação a dezembro de 2024, para 2,86 milhões de sacas; o arábica recuou 10% (2,63 milhões de sacas) e o robusta caiu 61% (222.147 sacas).
- Os Estados Unidos passaram a figurar como segundo destino, atrás da Alemanha, em 2025, após tarifas de 50% impostas por Donald Trump por quase quatro meses.
- Segundo o Cecafé, as tarifas afetaram fortemente as remessas para os EUA, com queda de 55% nos embarques nesse período, e o solúvel também permaneceu taxado.
O Brasil fechou 2025 com exportações de café em US$ 15,6 bilhões (R$ 83,6 bilhões), registro histórico. O volume embarcado caiu quase 21%, totalizando 40 milhões de sacas de 60 kg. Dados são do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café) divulgados nesta segunda-feira.
Em dezembro, as exportações de café verde recuaram 18,4% ante dezembro de 2024, para 2,86 milhões de sacas. O café arábica caiu 10%, para 2,63 milhões de sacas, enquanto o robusta registrou queda superior a 61%, para 222.147 sacas.
A queda de volume ocorreu mesmo com o alcance de recorde financeiro, refletindo variações de preço e mix de produto. Analistas citados pelo Cecafé afirmam que o cenário externo influenciou o desempenho, com demanda global ainda demandando ajustes.
Destinos e impacto de tarifas
Entre agosto e novembro de 2025, por quatro meses, o governo americano manteve tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. O efeito dessa política foi uma retração de 55% nos embarques de café aos EUA, principalmente na parcela de cafés não solúveis, segundo o Cecafé.
A alta de tarifas contribuiu para reduzir o peso dos EUA como principal destino do café brasileiro no ano. Em 2025, a Alemanha se posicionou como maior destino, ultrapassando o mercado americano. As informações são do Cecafé e refletem dados de comércio exterior.
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