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FGC inicia ressarcimento a 150 mil credores do Banco Master nesta segunda

FGC inicia ressarcimento a cerca de 150 mil credores do Banco Master; pagamentos serão à vista em parcela única, até 250 mil por CPF/CNPJ

Credores do Banco Master serão ressarcidos a partir desta segunda, diz FGC
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  • O FGC começa a ressarcir nesta segunda-feira, 19 de janeiro, cerca de 150 mil credores que tinham CDBs do banco Master.
  • Os valores serão pagos à vista, em parcela única; por exemplo, quem tinha 200 mil em CDBs receberá tudo de uma vez.
  • O prazo para pedidos de ressarcimento começou no sábado, 17 de janeiro: pessoas físicas usam o app do FGC e empresas pelo site; já foram registrados aproximadamente 369 mil pedidos.
  • O total a ser pago chega a 40,6 bilhões de reais; o FGC tem liquidez de 125 bilhões de reais (dados de novembro de 2025) e a indenização é de até 250 mil reais por CPF ou CNPJ, por instituição.
  • A liquidação do banco Master ocorreu em 18 de dezembro de 2025 pelo Banco Central. O processo envolve riscos de golpe em canais de atendimento, segundo o FGC.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) iniciou, nesta segunda-feira (19), o ressarcimento a cerca de 150 mil credores que adquiriram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do banco Master. Os pagamentos ocorrerão à vista, em parcela única, conforme divulgado pelo órgão.

A operação envolve credores que passaram pela falência do Master, liquidado pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025. O processo de ressarcimento começou no fim de semana, com pedidos abertos pelo app do FGC para pessoas físicas e pelo site para pessoas jurídicas.

O FGC informou que, até domingo, já haviam sido registrados aproximadamente 369 mil pedidos de ressarcimento relacionados aos CDBs do Master. O número de credores estimado caiu de 1,6 milhão para cerca de 800 mil, com valor total a ser pago estimado em R$ 40,6 bilhões, ante R$ 41,3 bilhões inicialmente previstos.

O órgão também destacou a liquidez disponível, de cerca de R$ 125 bilhões, conforme dados de novembro de 2025. O FGC reforçou que apenas canais oficiais devem ser usados para atendimento e informações, especialmente o app, telefone, e-mail e redes sociais.

> O FGC não cobra taxas para pagamentos de garantias, não antecipa valores, não transfere créditos garantidos e não utiliza intermediários. Nenhum contato é feito por WhatsApp ou SMS, alertou o órgão.

Para evitar golpes, o presidente do FGC, Daniel Lima, pediu atenção aos consumidores. “O sistema financeiro é vulnerável a fraudes, e o pagamento de garantias também pode ser alvo de criminosos”, afirmou.

Quem está protegido pelo FGC

Os saldos de correntistas e investidores são protegidos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. No caso dos investidores, a cobertura depende do tipo de aplicação, incluindo CDBs, RDBs, LCIs e LCAs. A indenização soma valor investido e rendimentos até a data de liquidação, com teto de R$ 250 mil.

Caso o investidor tenha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil de rendimentos, pode receber até R$ 250 mil. Valores excedentes devem ser solicitados durante o processo de liquidação conduzido pelo BC.

Quem não está protegido pelo FGC

Investidores que aplicaram em produtos sem garantia, como debêntures, CRIs, CRAs, fundos de investimento ou títulos emitidos fora do sistema, não têm direito à indenização automática. O valor total entra na fila de liquidação e pode ser recuperado apenas se houver recursos após prioridades.

Liquidação do banco Master

A instituição de Daniel Vorcaro foi liquidada pelo BC em 18 de dezembro de 2025. O banco já operava com alto custo de captação e exposição a investimentos arriscados, com remunerações acima do padrão. Tentativas de venda, incluindo a proposta do BRB, não mostraram avanço, enfrentando questionamentos regulatórios e tensões políticas.

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