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Haddad defende supervisão de fundos de investimento pelo Banco Central

Haddad defende que Banco Central regule fundos de investimento, transferindo poderes da CVM, para ampliar supervisão após a liquidação do Banco Master

Segundo o ministro da Fazenda, a proposta está sendo discutida pela autoridade monetária e pela Procuradoria Geral da República
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o Banco Central (BC) passe a regular os fundos de investimento, para fortalecer a supervisão do sistema financeiro após a liquidação do Banco Master.
  • A ideia é transferir a regulamentação e a supervisão dos fundos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o BC, em discussão entre as duas instituições e a Procuradoria Geral da República.
  • Haddad afirmou que ampliar o poder de supervisão do BC sobre os fundos permitiria que tudo fosse regulado em um único órgão, similar à estrutura de bancos centrais no exterior.
  • As autoridades seguem investigando se o Banco Master utilizou fundos de investimento controlados pela CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários para inflar ativos e obter liquidez; a CBSF também foi liquidada.
  • O ministro reiterou apoio ao presidente do BC, Gabriel Galipolo, dizendo que ele herdou problemas do Banco Master e que confia na condução do caso pelo BC.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defende que o Banco Central tenha autoridade para regular os fundos de investimento. A medida, segundo ele, fortaleceria a supervisão do sistema financeiro após a liquidação do Banco Master.

Haddad informou que a proposta prevê transferir a regulamentação e a supervisão dos fundos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o BC. A ideia está sendo discutida pela autoridade monetária e pela Procuradoria Geral da República.

Para o ministro, ampliar o poder de supervisão do BC permitiria que tudo fosse monitorado em um único órgão. Ele disse que essa seria “mais ou menos a estrutura dos bancos centrais no mundo desenvolvido”.

Contexto do caso Banco Master

As autoridades trabalham para esclarecer se o Banco Master usou fundos de investimento controlados pela CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários para inflar ativos e obter liquidez. O BC liquidou o Banco Master em novembro e também liquidou a CBSF, antiga Reag, recentemente.

O presidente-executivo do Banco Master, Daniel Vorcaro, negou irregularidades. Advogados do fundador da Reag, João Carlos Mansur, disseram não ter acesso ao caso, mas se colocaram à disposição para esclarecer às autoridades.

A transferência de supervisão da CVM para o BC representaria uma mudança relevante na regulação do setor de fundos de investimento. Haddad disse que o caso do Master pode representar uma das maiores fraudes bancárias do país.

Haddad reforçou o apoio ao presidente do BC, Gabriel Galipolo, cuja atuação no caso tem recebido escrutínio. O ministro afirmou que Galipolo herdou problemas criados antes de assumir a presidência do BC e expressou confiança na condução dele.

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