- Bitcoin ficou estável perto de $92 mil nesta terça, após venda na segunda-feira, em meio a temores de guerra comercial provocados pela ameaça de tarifas de Donald Trump sobre oito países europeus caso o US possa comprar a Groenlândia.
- Futuros de Nasdaq e S&P 500 recuam cerca de 1% no começo da sessão asiática, com letárgica atividade de ações reais em Nova York por causa do feriado.
- O dólar ficou sob pressão e os rendimentos de Treasuries dos EUA subiram, com o ganho do título de 10 anos rondando 4,265%, atingindo o maior nível em mais de quatro meses; o ouro segue próximo dos recordes e o franco suíço ganhou procura de refúgio.
- No setor de criptomoedas, a volatilidade recuou diante do pano de fundo macro; o Bitcoin oscilou próximo de 92 mil, vistos como ajuste de alavancagem, e analistas indicaram melhora estrutural em 2026 após superação de resistência.
- A União Europeia avalia retaliações à escalada tarifária norte-americana, incluindo reativação de um pacote de tarifas de cerca de € 93 bilhões e uso do Instrumento Anti-coercitivo, enquanto Trump participa de Davos para encontros com líderes globais.
Bitcoin se manteve próximo de 92 mil dólares nesta terça, após queda na segunda-feira, com traders atentos a tensões comerciais provocadas pela ameaça de Trump de aplicar tarifas a oito países europeus caso o EUA não possa comprar Groenlândia.
Mercados: futuros de Nasdaq e S&P 500 recuam cerca de 1%, à medida que investidores reduzem exposição a ativos de risco dos EUA. O dólar fica sob pressão e os rendimentos dos Treasuries sobem, com o título de 10 anos em torno de 4,265%.
Contexto macro e criptos
Na Ásia, o humor é de aversão ao risco, com o MSCI Asia-Pacífico caindo 0,44% e o Nikkei perdendo cerca de 0,8%. O ouro segue próximo de recordes e o franco suíço demanda como refúgio.
Bitcoin, porém, apresenta trajetória mais estável, flutuando perto de 92 mil dólares após movimento de aperto. Analistas veem a volatilidade recente como uma recomposição de alavancagem, não uma mudança de tendência.
Reação regulatória e agenda
Trump anunciou tarifas adicionais de 10% a partir de 1º de fevereiro sobre bens de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido, com aumento para 25% em 1º de junho se não houver acordo.
A União Europeia avalia retaliações, incluindo reativar pacote tarifário suspenso de cerca de 93 bilhões de euros e considerar o Instrumento Anti-Coercion. A situação passa a figurar na agenda de Davos, durante a World Economic Forum, onde Trump encontrará líderes empresariais.
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