- As importações de soja pela China atingiram recorde de 111,83 milhões de toneladas em 2025, alta de 6,5% ante o ano anterior.
- O Brasil respondeu por 73,6% do mercado chinês em 2025, frente a 71% em 2024; a Argentina ficou com 7%.
- Os EUA tiveram participação de 15% no mercado chinês em 2025, com queda de 24% nas exportações, somando 16,82 milhões de toneladas.
- As importações dos EUA caíram a zero em dezembro, quarto mês seguido sem compras, com embarques suspensos desde setembro.
- Em dezembro, as exportações brasileiras cresceram 92,5% na comparação anual, para 5,66 milhões de toneladas, enquanto a Argentina somou 1,65 milhão de toneladas (alta de 524,7%).
A China encerrou 2025 com recorde de compras de soja, destacando o Brasil com 73,6% de participação, os EUA com 15% e a Argentina com 7%. Os números vêm da Administração Geral de Alfândega da China e apontam queda nas importações norte-americanas. Em dezembro, as cargas vindas dos EUA atingiram zero.
Os embarques dos EUA ficaram suspensos desde setembro e não houve remessas para a China nos últimos meses, o que levou compradores a recorrer a fornecedores sul‑americanos. Em paralelo, o Brasil ampliou sua participação no mercado chinês, ampliando as exportações em relação a 2024.
Brasil foi o principal fornecedor: 82,32 milhões de toneladas importadas pela China, alta de 10,3% frente ao ano anterior. A Argentina enviou 7,89 milhões de toneladas, alta de 92,4%. Já os EUA exportaram 16,82 milhões de toneladas, queda de 24% e apenas 15% do total.
Desdobramentos e ritmo de compras
As importações totais atingiram 111,83 milhões de toneladas em 2025, recorde histórico. A queda dos embarques americanos se manteve em dezembro, com importações zero, conforme dados oficiais chineses. O Brasil respondeu pela maior parte do volume, sustentado por demanda estável de soja.
Analistas destacam que o recuo dos EUA ocorre em um contexto de renegociação de contratos e de diversificação de fornecedoras pela China. A tendência pode manter o predomínio brasileiro nos próximos meses, caso os embarques americanos permaneçam restritos.
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