- O dólar desacelerou a alta na tarde de quarta-feira (20), encerrando perto de R$ 5,30 após subir mais de 1% pela manhã.
- O movimento ocorreu em meio ao carry trade e às tensões políticas internas no Brasil.
- Economistas descartam corte de juros na próxima reunião do Copom, prevista para início de fevereiro; dólar deve oscilar próximo de R$ 5,30 até lá.
- O mercado monitora as eleições presidenciais de 2026 e a possibilidade de alta do dólar diante de tensões geopolíticas globais.
- O Banco Central mantém a taxa básica em 13,75% ao ano, sinalizando política monetária restritiva por mais tempo.
O dólar desacelerou a alta nesta quarta-feira (20) após manhã de valorização expressiva, com ganho acima de 1% no radar inicial. Ao fim do pregão, a moeda fechou em alta de cerca de 0,3%, a R$ 5,30.
Analistas associam a queda de fôlego à dinâmica de carry trade, em que investidores estrangeiros buscam ativos brasileiros com juros mais elevados, somada a tensões políticas locais. A perspectiva de nenhum corte de juros em janeiro também pesa sobre o câmbio.
Economistas apontam que o Copom deve manter a taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano, e descartam recorte na próxima reunião, no começo de fevereiro. A volatilidade deve seguir enquanto durar a incerteza macroeconômica.
Mercado e cenário externo
A alta inicial foi ampliada pela percepção de riscos políticos próximos às eleições de 2026 e por impulso externo, com o dólar fortalecendo frente a moedas emergentes em ambiente de incerteza global.
O dólar também é influenciado pelo viés de política monetária dos Estados Unidos, com expectativa de alta de juros na próxima reunião do Federal Reserve. Esse cenário externo tende a sustentar a demanda por proteção no câmbio brasileiro.
Perspectivas de curto prazo
Mesmo com a desaceleração, a tendência de curto prazo aponta para oscilações em torno de R$ 5,30 até a próxima decisão do Copom. Investidores aguardam sinais de política econômica que deem clareza ao cenário.
O Banco Central mantém postura cautelosa, sinalizando continuidade da política monetária restritiva até que haja melhora na inflação. A expectativa é de estabilidade cambial até o anúncio da próxima reunião.
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