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Haddad encerra despedida e afirma paz consigo mesmo

Haddad encerra ciclo como ministro da Fazenda para ajudar Lula a desenhar plano de governo e pode ser candidato ao governo de São Paulo

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, em entrevista para o UOL News nesta segunda (19)
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  • Haddad diz estar em paz com a própria consciência após mais de três anos como ministro da Fazenda, em entrevista ao UOL News.
  • Ele enfrentou desconfiança de setores do mercado e críticas do PT, que chamou seu plano econômico de “austericida”.
  • O ministro afirma que vai sair mais cedo para ajudar o presidente Lula a pensar num plano de governo robusto diante de crises globais.
  • O presidente deseja vê-lo candidato ao governo de São Paulo, mas Haddad não confirma nem nega; há debate sobre seu papel na eleição.
  • Haddad já sinaliza que quer ser lembrado como quem taxou o andar de cima, bancos, bilionários e apostas, indicando tom de candidatura.

Fernando Haddad mantém postura de tranquilidade diante da etapa final de seu ciclo no Ministério da Fazenda. Em entrevista ao UOL News na véspera, ele afirmou estar próximo do objetivo que se propôs ao assumir o cargo, destacando a sensação de cumprir o que planejou.

O ministro atuou em meio a críticas de dois lados: o mercado financeiro, que o via menos alinhado a dogmas fiscais, e o PT, que chegou a classificar parte de seu plano como austericida. Haddad reiterou, de modo indireto, que mensagens fortes costumam sinalizar mudanças importantes.

Apesar de anunciar uma saída antecipada para apoiar o governo de Lula, Haddad não descartou possibilidades futuras. O presidente já expressou interesse em vê-lo disputando o governo paulista, cenário que exigiria reposicionamento político e ajustes na agenda pública.

Haddad informou que há um debate em curso sobre seu papel na eleição de 2026, sem fechar portas. O ministro indicou que a decisão depende de interlocuções e condições políticas, sem confirmação de sua candidatura.

Em meio às pressões, Haddad manteve o tom de autoconfiança frente às críticas, indicando que encara as críticas como parte do processo político. O ministro destacou a ideia de taxação sobre setores de alta renda como eixo de sua gestão.

Contexto político

Analistas apontam que o desfecho ainda não está selado e depende de acordo entre as forças políticas e da leitura do cenário econômico internacional. O tema da candidatura paulista aparece como fator determinante para o equilíbrio da coalizão governista.

Desdobramentos

Durante a semana, agentes do governo devem discutir o calendário eleitoral e o impacto de uma possível mudança de comando no Ministério da Fazenda. A imprensa acompanha como esses movimentos podem influenciar a condução econômica.

Fonte: UOL News

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