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Mercados caem com Trump aumentando acusações de tarifas sobre Groenlândia

Mercados caem na Europa e nos EUA enquanto Trump amplia tarifas sobre Groenlândia; dólar recua e ouro atinge recordes, elevando a incerteza global

Donald Trump speaks to the media outside Air Force One. US markets were markets were closed on Monday to commemorate Martin Luther King Jr day.
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  • As bolsas na Europa recuaram e o FTSE 100 caiu 1%, após Trump intensificar a pressão sobre Groenlândia, com mercados já fechados nos EUA na segunda-feira devido ao feriado de MLK.
  • Na União Europeia, CAC 40 caiu 1,1%, DAX caiu 1,5% e FTSE MIB caiu 1,5%; o dólar divulgou queda de quase 1% ante outras moedas.
  • Ouro atingiu recorde, acima de $ 4.700 por onça, e a prata também alcançou patamar recorde, em busca de proteção contra a volatilidade.
  • Trump informou tarifas a oito países europeus, começando em 1º de fevereiro em 10% e subindo para 25% em 1º de junho, como parte de pressões sobre Greenland.
  • Empresas de cruzeiro e moda devem sentir o impacto, com ações de Carnival, Royal Caribbean e Norwegian Cruise Line em baixa; LVMH também recuou após os anúncios.

O mercado financeiro recuou nos dois lados do Atlântico após Donald Trump intensificar a pressão sobre Greenland, com o objetivo de controlar a região. As proteções comerciais voltaram a dominar as preocupações dos investidores, diante de rumores de tarifas.

Na bolsa britânica, o FTSE 100 caiu 1% nesta terça, acelerando após uma queda menor na segunda-feira, e abrindo caminho para a maior desvalorização diária desde novembro. Quedas semelhantes foram observadas na Europa.

Na França, o CAC 40 caiu 1,1%, na Alemanha o Dax recuou 1,5% e em Itália o FTSE MIB caiu 1,5%. O dólar, considerado porto seguro, recuou quase 1% frente um conjunto de moedas.

Mercados sob pressão

Os EUA não reagiram com o mesmo ritmo, pois as negociações estavam fechadas na segunda-feira em homenagem a Martin Luther King Jr. Mas operações de pré-mercado sinalizam nova queda na abertura, com futuros baixando cerca de 1,4%.

O ouro atingiu recordes, com o metal valorizando acima de US$ 4.700 por onça, e a prata atingiu US$ 95,52 por onça, à medida que investidores buscam proteção. A incerteza global eleva a demanda por ativos de refúgio.

Trump afirmou, em rede social, que oito países europeus, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, enfrentarão tarifas, iniciando em 10% em 1º de fevereiro e subindo para 25% em 1º de junho, caso não haja acordo para Greenland.

O presidente também indicou que falará no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quarta-feira, e citou a decisão britânica de ceder as Ilhas Chagos a Mauritius como um dos motivos para avançar com Greenland.

Operadores de cruzeiros tiveram queda em pré-mercado, com Carnival, Royal Caribbean e Norwegian Cruise Line recuando cerca de 3%. Empresas do setor podem sofrer com tarifas sobre importação de itens de viagem.

Marcas de moda também são afetadas, diante de custos adicionais esperados. Under Armour caiu cerca de 3,6% no pré-mercado; Ralph Lauren caiu 2,4% e Abercrombie & Fitch caiu 3,5%.

Trump elevou a incerteza ao ameaçar tarifas de 200% sobre vinhos e champanhe franceses após Macron ter se mostrado relutante em aderir ao seu “board of peace” para Gaza, segundo relatos.

As ações de proprietários de marcas de bebidas francesas recuaram. O grupo de luxo LVMH caiu cerca de 2,4%, e Remy Cointreau caiu 1,5%, afetando ativos vinculados a marcas como Dom Pérignon e Moët & Chandon.

Para analistas, o momento pode representar apenas um abalo leve no quadro de curto prazo, mesmo com receios de ações retaliatórias da Europa contra grandes empresas tecnológicas norte-americanas.

A tensão global mantém o preço do ouro em patamares elevados, com investidores atentos ao potencial de alta adicional, aproximando-se de marcos psicológicos, conforme as negociações internacionais prosseguem.

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