- A prata subiu 201% em 12 meses, até 15 de janeiro, alcançando US$ 92,34 por onça; o ouro subiu 71,3% no mesmo período, a US$ 4.614 por onça, recorde.
- Analistas veem alta com fundamentos: tensão geopolítica e desconfiança no sistema financeiro ajudam a manter a procura por metais.
- Invasão russa da Ucrânia, conflitos no Oriente Médio e intervenções dos Estados Unidos na Venezuela elevam o risco global e a percepção de risco.
- A pressão de Donald Trump sobre o presidente do FED aumenta a incerteza, influenciando o dólar e fortalecendo o papel do ouro como proteção.
- Investidores podem operar por meio de ETFs e de certificados representativos na B3 (BDR); ouro e prata são ativos voláteis, mais indicados para longo prazo do que para day-trade.
A prata e o ouro registraram ganhos expressivos em 2025, conforme preços em Nova York. A prata subiu 201% em 12 meses até quinta-feira, atingindo US$ 92,34 por onça (28,3 g). O ouro avançou 71,3% no mesmo período, para US$ 4.614 por onça, novo recorde.
Analistas apontam fatores estruturais por trás da valorização: tensão geopolítica e desconfiança no sistema financeiro. Investidores veem o ouro como preservação de valor em momentos de incerteza, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.
A invasão russa à Ucrânia, o conflito no Oriente Médio e intervenções recentes dos EUA elevam o risco percebido. Com isso, muitos investidores procuram proteção, e o ouro passa a ser considerado uma janela de saída para riscos.
A pressão política sobre o FED, com rumores de cortes de juros nos EUA, também impacta o cenário. Jerome Powell enfrenta questionamentos de autoridades, o que alimenta a volatilidade e influencia cenários para ativos de refúgio.
A fuga de dólares acompanha esse movimento. Em condições normais, títulos do Tesouro seriam a proteção, mas o ambiente atual amplia a busca por ouro e ativos alternativos, segundo analistas.
Bancos centrais, entre eles o Brasil, passaram a comprá-lo mais, como resposta à incerteza internacional e às sanções que afetam sistemas financeiros de países vizinhos. O ouro surge como reserva de liquidez em cenários adversos.
O que pode manter o movimento de alta
Especialistas afirmam que as condições que geraram o recorde permanecem, mas não garantem novas altas. Mesmo assim, alguns institutos projetam mais valorização, com base em riscos geopolíticos e fluxos de investimento.
A VanEck projeta que o ouro pode alcançar US$ 5 mil por onça neste ano, sinalizando upside de cerca de 8%. Para a prata, a dinâmica depende mais de oferta e demanda da indústria, ainda que haja demanda de investidores.
Como investir
O ouro continua visto como ativo volátil e de risco. Não gera renda, apenas lucro via venda a preço maior. A prata segue a mesma lógica de compra e venda entre investidores, com variações dependentes de mercado.
Para brasileiros, a opção prática é via instrumentos financeiros negociados na B3. ETFs que acompanham o ouro e a prata no exterior, em reais, são uma alternativa comum. Também há BDRs que replicam ETFs internacionais.
O que comprar (ou caminhos de investimento)
- Ativos de ouro: Investo ETF Solactive Gold Spot Index (GLDX11), iShares Gold Trust (BDR BIAU39) e Trend ETF LBMA Ouro ( GOLD11). Variação anual variada entre 33% e 52%.
- Ativos de prata: abrdn Physical Silver Shares (SIVR39), Global X Silver Miners ETF (BSIL39) e iShares Silver Trust (BSLV39). Variação anual variando de 157% a 169%.
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