- O Supremo Tribunal Federal analisará um recurso de emergência de Donald Trump para tentar remover a governadora da Federal Reserve, Lisa Cook, diante acusações que ela nega de fraude hipotecária.
- Nunca um presidente havia demitido um governador da Fed em seus 112 anos de história.
- Trump busca influenciar a política de juros para reduzir custos de empréstimos, sustentando que a demissão de Cook permitiria nomear substituto alinhado a sua agenda.
- Powell e o conselho já cortaram a taxa de juros três vezes no último quarto de 2025, mas a autoridade monetária teme inflação e resistem a mudanças rápidas.
- Advogados de Cook afirmam que demitir a todo custo enfraqueceria a independência da Fed; juízes de instâncias inferiores tenho permitido que Cook permaneça no cargo durante o processo.
O Supremo Tribunal dos EUA vai analisar um recurso de urgência apresentado pela equipe jurídica do presidente Donald Trump. O alvo é a tentativa de demitir a governadora do Federal Reserve, Lisa Cook, sob a justificativa de fraude hipotecária, alegação que ela nega. A audiência ocorre em Washington.
Trump busca influenciar a composição do Fed, o que, segundo analistas, pode afetar a política de juros do país. O objetivo seria reduzir as taxas para tornar o custo de empréstimos mais baixo, o que, na visão do presidente, favoreceria a economia. O caso aumenta a tensão entre a Casa Branca e o banco central.
Powell, atual presidente do Fed, deve acompanhar a sessão. Ele tem defendido a independência da instituição, que, ao longo de 112 anos, nunca foi o alvo de uma demissão de um governador em exercício. Já a chefe do banco, Lisa Cook, permanece no cargo durante a tramitação da ação judicial.
Contexto jurídico e impactos
O tribunal superior é chamado a decidir se a ação de Trump pode desfigurar a independência institucional do Fed. Advogados da administração argumentam que Cook não tem direito a audiência e que tribunais não devem interferir na demissão de um governador. A defesa sustenta que a demissão seria legítima com base em alegações de má conduta.
A oposição tem enfatizado que uma troca no topo do Fed, com nomes indicados pelo presidente, poderia comprometer a credibilidade da política monetária. Ex-funcionários de governo e economistas ressaltam riscos de politização que elevem as taxas de juros e gerem desconfiança entre investidores.
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