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Banco da Itália diz que bancos devem tokenizar dinheiro para competir com moedas

Banco da Itália afirma que dinheiro de bancos deve ser tokenizado para competir com stablecoins, com impulso dos EUA e debate sobre euro digital

Bank of Italy Chief Warns Banks Must Tokenize Money to Compete with Stablecoins
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  • O governador do Bank of Italy, Fabio Panetta, afirmou que bancos comerciais precisam tokenizar o dinheiro para permanecerem competitivos frente às stablecoins, impulsionadas pelo apoio da administração dos EUA.
  • Panetta disse que o dinheiro de bancos centrais e de bancos comerciais deve tornar-se digital, mantendo o dinheiro tradicional como âncora do sistema financeiro.
  • Ele destacou que o uso de stablecoins deve crescer, alinhado à estratégia norte‑americana de ampliar a demanda global pelo dólar.
  • A União Europeia discute soberania monetária enquanto o Banco Central Europeu planeja lançar o euro digital até 2029, com a participação de bancos europeus ainda dividida sobre o tema.
  • Bancos europeus resistem ao euro digital por receio de perder parte de pagamentos; o BCE avança com iniciativas de transações em tecnologia de registro distribuído para liquidação em dinheiro de banco central, prevista para 2026.

O governador do Bank of Italy, Fabio Panetta, afirmou em Milão que os bancos comerciais devem tokenizar seu dinheiro para manter a competição com stablecoins, beneficiadas por apoio da administração dos EUA. A declaração ocorreu durante encontro com representantes do setor. Panetta destacou que o dinheiro tradicional continua como âncora, mas precisa tornar-se digital.

Ele ressaltou que a tokenização envolve converter ativos financeiros em tokens digitais emitidos em redes de registro distribuído, como blockchain. A postura busca manter a relevância de bancos centrais e privados na economia digital em expansão.

A fala ocorre em contexto de debate europeu sobre soberania monetária frente ao impulso norte-americano por ativos digitais lastreados no dólar. Pesquisadores e autoridades discutem como preservar o domínio do euro e evitar dependência excessiva de sistemas de pagamento dominados pelos EUA.

Contexto regulatório e tecnológico

Panetta reconheceu expectativa de crescimento do uso de stablecoins, impulsionado por prioridades estratégicas dos Estados Unidos. Ele explicou que autoridades americanas veem ativos digitais como ferramentas para sustentar a demanda global pelo dólar, sem prever ainda o papel definitivo dessas moedas.

O governador enfatizou que o sistema financeiro permanecerá centrado no dinheiro de bancos centrais e de bancos comerciais, ambos com necessidade de digitalização. Ele indicou que o caminho pode incluir uma moeda digital europeia para 2029, buscando manter a relevância do dinheiro público.

Riscos e iniciativas europeias

A mensagem chega em meio a preocupações da Europa com o domínio de stablecoins lastreadas em dólares, que respondem por grande parte do mercado global. A ECB já sinalizou riscos sistêmicos com o rápido crescimento dessas moedas digitais privadas.

A instituição europeia planeja lançar o euro digital e manter a soberania monetária diante da transição para ativos digitais. Além disso, a Europa acompanha movimentos de bancos privados e parcerias para criar uma moeda estável lastreada no euro, com início de operações previsto para 2026.

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