Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Defensor de Bitcoin pede à Fed incluir BTC nos testes de estresse

Defensor de bitcoin Pierre Rochard pede ao Federal Reserve incluir o Bitcoin como variável isolada em testes de estresse, propondo cenários trimestrais que capturem a volatilidade histórica

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Pierre Rochard pediu ao Federal Reserve para incluir o Bitcoin como variável independente nos testes de estresse de 2026, citando volatilidade annualizada de 73,3% e adoção institucional crescente.
  • A carta, enviada em 20 de janeiro, contesta agrupar o Bitcoin com outras criptomoedas e propõe calibração com base no comportamento histórico desde 2015.
  • Rochard aponta volatilidade extrema e drawdown máximo de 83,8%, com caudais diários de retorno entre -10,0% e 10,7%.
  • O autor recomenda que o Fed forneça trajetórias de preço do Bitcoin em cenários baseline, adverso e severamente adverso, com três métodos de calibração: correspondência histórica de características, modelos de regime e jump-diffusion com volatilidade estocástica.
  • A apresentação ocorre em meio a tensão regulatória e volatilidade de mercado, com o Fed abrindo período de comentários até 21 de fevereiro; debates sobre o papel do Bitcoin como reserva estratégica versus ativo de risco também estão em pauta.

Pierre Rochard pediu formalmente à Federal Reserve que o Bitcoin seja incluído como variável isolada nos testes de estresse de 2026. O requerimento, enviado em 20 de janeiro ao Conselho da Fed, sustenta que o BTC apresenta volatilidade anualizada de 73,3% e adesão institucional crescente, em contraste com a prática atual de agrupá-lo a outras criptomoedas.

A síntese apresentada aponta que a avaliação separada do Bitcoin permitiria calibrar cenários com base no comportamento histórico da moeda desde 2015. Rochard argumenta que a dependência de BTC em relação a variáveis macro-financeiras é instável, o que justificaria parâmetros específicos de risco e liquidez para instituições financeiras.

O contexto acontece em meio a debates sobre políticas públicas voltadas a ativos digitais nos EUA, com dúvidas sobre o destino de ativos apreendidos no caso Samourai Wallet. O Departamento de Justiça posteriormente confirmou que os 57,5 BTC não foram liquidados, eliminando especulações suscitadas por transferências observadas em blockchain.

Volatilidade extrema e implicações de risco

A análise apresentada por Rochard destaca a volatilidade realizada de BTC, bem acima da média de índices tradicionais, com picos de queda acentuados e caudas de retorno muito largas. O estudo compara 2015-2026 com o S&P 500, mostrando diferenças significativas no perfil de risco do Bitcoin.

Segundo o material, o Bitcoin já registrou recuo máximo de 83,8% entre pontos altos e baixos, além de caudas de retorno diárias que vão de -10,0% a 10,7% nos percentis extremo. Tais características, conforme o texto, influenciam margens, exposições a contrapartes e exigências de liquidez de forma não previsível a partir de cenários tradicionais.

A relação do BTC com o mercado acionário também é apresentada como dinâmico, apresentando correlações que variam de negativas a fortemente positivas ao longo de janelas de observação. O documento sustenta que uma tradução fixa entre ações e Bitcoin pode subestimar ou superestimar riscos em diferentes regimes.

Proposta de implementação para a Fed

Rochard sugere que a Fed forneça trajetórias de preço do Bitcoin em cenários baseline, adverso e severamente adverso, com caminhos diários opcionais para conjuntos de dados de choque global. Propõe três métodos de calibração: correspondência histórica de feature com base em drawdowns; modelos de séries temporais com mudança de regime; e estruturas de salto com volatilidade estocástica.

O objetivo, segundo o autor, não é prever o Bitcoin, mas oferecer trilhas de risco consistentes e plausíveis para que os efeitos nos mercados e nas contrapartes possam ser traduzidos pelos bancos. O autor ressalta que instituições sem exposição ao Bitcoin podem ignorar a variável, enquanto aquelas com exposição ganhariam transparência e consistência na tradução de cenários.

O momento da proposta acompanha o atual cenário de volatilidade e movimentos de preço, com referências a quedas, ajustes de liquidez e debates sobre se o Bitcoin deve agir como ativo de risco ou reserva estratégica. A Fed mantém o prazo de comentários para cenários de 2026 até 21 de fevereiro.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais