- Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) acumula, em média, $1,455 milhão em imóveis e terras, segundo análise da KPMG com dados da ABS e do censo.
- Boomer continua como o grupo mais rico, com média de $1,36 milhão em patrimônio imobiliário, devido a maiores saldos de poupança e menor endividamento.
- Millennials (29 a 44 anos) têm, em média, $890.000 em patrimônio imobiliário, refletindo menor participação na propriedade.
- Entre 25 e 34 anos, o patrimônio é de $575.000, com dívida média de $346.000, e apenas cerca de metade possui casa própria.
- A análise destaca risco de reforço da desigualdade intergeracional se jovens permanecerem sem entrar no mercado imobiliário; há debate sobre incentivos governamentais para a primeira casa, com visão contrária de que pagar 1–2% a mais para entrar no mercado pode valer a pena.
O Gen X, nascido entre 1965 e 1980, tornou-se a geração com mais riqueza imobiliária na Austrália. Segundo a análise da KPMG com dados da ABS e do censo, esse grupo acumula em média 1,455 milhão de dólares em imóveis e terras. Boomers continuam no topo, mas com menos dívidas relativas.
A comparação entre gerações mostra que os baby boomers concentram maior patrimônio líquido total, graças a poupanças de aposentadoria. Já os milênios, entre 29 e 44 anos, possuem cerca de 890 mil em valor de moradia, refletindo menor propriedade de imóveis.
Entre as faixas etárias de 25 a 34 anos, a riqueza imobiliária média é de 575 mil dólares, com dívida de cerca de 346 mil. A taxa de propriedade nessa faixa fica próxima de metade das famílias, ainda abaixo de gerações mais velhas.
Impacto intergeracional na posse de imóveis
De acordo com a análise, o valor médio da casa continua próximo de 1 milhão de dólares em território nacional. A diferença de acesso entre jovens e pessoas de meia-idade cresce diante da alta de preços.
Especialistas ressaltam que a queda da propriedade entre os mais jovens pode ampliar a distância geracional no acúmulo de riqueza. A oferta de imóveis acessíveis para o primeiro comprador é apontada como fator crítico.
Desafios e políticas públicas
A pesquisa indica que menos de 15% das moradias à venda atendem aos critérios de acessibilidade para compradores de primeira casa. A avaliação sugere que medidas de incentivo podem incentivar entradas mais precoces no mercado.
No debate sobre políticas habitacionais, especialistas destacam que custos elevados de financiamento impactam decisões de jovens. A visão de que investir no imóvel mais cedo pode favorecer décadas de equilíbrio financeiro é citada como argumento estratégico.
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